terça-feira, 17 de agosto de 2010

Qualidade de vida com memória...

Acordei já atrasada para uma consulta de rotina com o meu médico de família, o que não teve uma grande importância porque acabei por ter que esperar duas horinhas até ser atendida! Até aqui nada de novo porque na verdade desagrada-me esperar mas gosto que o meu médico seja "humano", se importe com os pacientes, e ignore os 15 minutos  de média do Sistema Nacional de Saúde. 
Entro sempre a dizer a mesma coisa, que estou farta de esperar, mas saio quase sempre bem disposta e a rir, o que é bom sinal!
Tenho um médico que considera que vivo a 200 à hora, que deveria ter mais tempo de qualidade para mim, alimentar-me a horas, e eu digo-lhe que até faço isso, mas ele olha sempre para mim de lado, com aquele ar desconfiado, como quem diz "deves, deves!" Mas é verdade que faço... palavra de felina!
Mas hoje contei-lhe que com tanta coisa para fazer, de vez em quando esqueço-me de pequenas coisas, o que não é propriamente grave, mas irrita! Diz-me ele "porque é que não escreves post its na secretária, às vezes basta uma palavra para te lembrares seja do que for". E eu replico, "mas não me esqueço de nada realmente crucial, a nível de trabalho então, nem pensar, e faço de propósito em não escrever para treinar a memória e ver a capacidade que esta tem sem precisar de auxílio". Foi aí que ele me disse "logo tu que passas a vida a escrever, achas que treinas a memória sem apontares nada?!"
Realmente, pensei, até me deu vontade de rir mas fiquei, de certa forma, desiludida... sempre pensei que estava a desafiar a memória, e afinal parece que estava a dificultar-lhe a vida. Eu que nunca fui de pôr o tlm a apitar para me lembrar de nada... qualquer dia sou rapariga para o começar a fazer. 
Claro que isto não aponta para a senilidade nem o meu caro Luís me receitou o que  quer que fosse! Mas sai a pensar em treinar mais a minha memória e em ter qualidade de vida (que até faço por ter)! Só por causa disso, sai do trabalho, ao fim da tarde, combinei com a Catarina e rumei ao Chiado. Sentei-me no Hairstation, um dos meus lugares de eleição na cidade, e deixei que fizessem magia com o meu cabelo! 
Como adoro ir ao cabeleireiro, como adoro o meu amigo Nuno Souto, um profissional de excelência, e como adoro terminar o dia a falar sobre coisas banais num restaurante com amigos de longa data! Com o cabelo lindo, claro!  E com a memória alerta posso dizer que este foi um dia de qualidade...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lugares com essência...


E porque no interior do país existem lugares excelentes para relaxar, Sábado estive no Clube de Pesca e Tiro nas Termas de Monfortinho e Domingo na piscina natural do geoparque Naturtejo em Penha Garcia... Lugares a descobrir. Longe de multidões e perto do que é essencial...
Moral da história: apetecia-me ter ficado de férias, mas o trabalho, para já, não permite... Contudo, vale mais uma boa escapadela do que nada... 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A cor Chanel

Hoje fui "obrigada" a pintar as unhas, que já estavam uma lástima. Não que tenha grande jeito, mas sempre ficaram melhor do que estavam. 
Enquanto estava a pintá-las lembrei-me de como a Chanel é uma marca inteligente, além de excelente. Lança uma cor  novidade por estação e cria uma espécie de loucura generalizada porque, como qualquer boa marca que se preze, produz poucos exemplares da mesma, o que faz com que o frisson seja enorme.
Esta estação, a cor foi o verde jade! Editoras de moda escreveram sobre a tristeza que era viver sem o verde jade, imaginem! De como era difícil conseguir um simples frasquinho... houve até quem se tenha contentado com um já usado depois de um desfile de moda, enfim... A Chanel é realmente muito inteligente. 
E eu, de repente, senti-me aliviada, por não gostar de ver as minhas unhas pintadas de verde, mas sim de rosa choque (mesmo que esteja demodé). Olhei para o meu verniz Chanel nº 217 Splendeur e pensei "como é bom chegar a qualquer boa perfumaria e encontrar-te"... que bom que é ter uma paixão correspondida.
Até o fim de semana vai correr de outra forma. Até 2ª feira porque a felina vai sair da cidade e vai até ao campo...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mamãe em Idanha-a-Nova

Há coisas que não escolhemos, como o sítio que nascemos, por exemplo! Eu nasci em Lisboa, mas a mãe Felino (de onde vem aliás este apelido) nasceu em Monsanto na que é considerada "a aldeia mais portuguesa de Portugal". O que para mim é um verdadeiro privilégio, pois é uma região do país linda, cheia de tradição e de pessoas genuínas, onde desde pequena passo férias. E que férias!!!
Hoje no local de trabalho assisti à equipa de produção que esteve da parte da manhã a fazer mais um "Verão Total", programa diário da RTP que todos os dias está numa região diferente do país,(e que tem sido um sucesso de audiências), desta vez em Idanha-a-Nova. E como mamã felina está de férias no concelho, foi assitir ao programa.
Quando menos esperou a equipa fez-lhe uma surpresa e tinha a Tânia Ribas de Oliveira e o Hélder Reis, ao lado, a falarem com ela. Sensibilizada mandou o tradicional beijo à filha e à mãe (a avó felina que tem 84 anos) e agradeceu por darem a conhecer o melhor deste concelho, em que um dos símbolos é o adufe e as tradicionais adufeiras. Que gosto sempre de ouvir..
Este fim de semana vou até lá... banhar-me nas piscinas das Termas de Monfortinho, comer muita melancia, encher a minha avó de beijos, e andar pelo campo... sim, porque para a semana começa o Boom Festival e a calma vai-se durante quase duas semanas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A dona Adília da Zambujeira

Estive dois dias na Zambujeira do Mar para me cansar, que isto de ir a festivais não dá descanso a ninguém! 
Contudo, depois da confusão lá ia eu, em estrada de terra batida, para um monte tranquilo, cheio de animais e sobretudo de silêncio (o barulho dos chocalhos das várias vacas de raça limousine não contam).
A dona do monte, a dona Adília é alguém muito especial, bem disposta e sobretudo muito castiça. Como gosto de a ouvir, falo sobre a minha vida, mas oiço mais sobre a dela... e foi num fim de tarde que me contou a história, que já conhecia, do seu amor e do seu casamento.
Lá me conta mais uma vez que casou com o homem que sempre quis, que nunca olhou para outro, mas que depois de casados, ele tornou-se num homem que bebia, muito. De tal forma, que ela passava noites sem dormir "aperreada" sem saber onde ele estava, a pensar se ele teria caído para uma valeta, se lhe teria acontecido alguma coisa e não tinha forma de a avisar. Á noite uma mente solitária viaja e de que maneira...
Quando ele finalmente chegava dizia-lhe "antes viver num barranco sozinha que levar esta vida contigo". Mas confidencia-me "dizia-lhe isto para ele se sentir, porque não era sentido". Não me parece que hoje, já sem ele, seja uma mulher amargurada. "Já não tenho aperreações, porque nem imagina o que passei".
Por fim pergunto-lhe como vive de Inverno num monte tão isolado. Diz-me que existem noites em que continua sem dormir... porque a solidão é mesmo assim. E que preferia um homem bêbado, do que estar sem nenhum, pela companhia.
Fiquei a pensar, que como em tudo, há excepções. Há mulheres que preferem estar mal acompanhadas do que sozinhas. E há também casos em que isso é capaz de fazer sentido.
Estou grata à dona Adília, pela partilha e pela autenticidade.

O começo!

A ideia começou a formar-se hà  poucos meses. Disseram-me "felina porque não fazes um blogue?" E eu pensei, porque é que havia de o fazer?! Eu que nunca liguei propriamente a blogues. Mas, na verdade, sempre gostei, e gosto, da liberdade de escrever sobre o que quiser, quando quiser, para quem quiser ler... No fundo, escrever sobre o que observo, sinto e sei, e muitas vezes não tenho oportunidade de dizer.
Já convencida que ia seguir em frente com o blogue... faltava o nome! O nome, a questão do nome... que nome teria? O meu próprio mas no feminino, e a cidade surge porque vivo nela.
Mas faltava ainda o "logotipo" e claro que precisava de ajuda. Lembrei-me da minha querida  amiga Kate e rumei A5 fora com o meu Manel até chegar a casa dela e do Tiago, o namorado, meu amigo de faculdade. Ambos acabámos há pouco mais de uma década o curso de comunicação. E a amizade ficou.  Além de uma noite de risadas, de bebidas frescas, foi uma noite de ideias, boas!
O Tiago ajudou-me a criar o blogue e a Kate, incansável, criou o que veêm em cima. Obrigada aos dois pelo apoio, por acreditarem nas minhas ideias e por terem uma paciência enorme!
O jantar prometido fica num local à escolha... mas a felina, com este calor, pede lugares à beira mar, please!!!!