segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
A Mia que faz de Jane
Mia Wasikowska é uma jovem atriz australiana que dá corpo a Jane Eyre, uma jovem pálida, orfã, e sobretudo sobrevivente de uma família perversa da Inglaterra de 1800, num cenário de imagens cinzentas, casas apalaçadas com segredos e mentes sombrias.
Jane é a heroína romântica do clássico escrito por Charlotte Bronte. E Mia faz de Jane, no cinema, de uma forma magnifica, orientada pelo jovem Cary Fukunaga. Um realizador com sangue sueco e japonês que ainda vai dar muito que falar.
É difícil não nos envolvermos na penumbra de sentimentos que se vão desenrolando. A acção decorre de forma lenta, mas nesta trama nada dá vontade de dormir, até porque a juntar à festa ainda está uma fabulosa Judy Dench e um galante Michael Fassbender.
Gostei muito e recomendo.
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| A Mia que faz de Jane Eyre |
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| O par romântico interpretado por Michael Fassbender e Mia Wasikowska |
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| Judy Dench, a governanta |
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| Cary Fukunaga, o realizador |
O meu pecado por estes dias...
Nem sabia da sua existência, até lhes pôr a vista em cima no supermercado, e pensei com os meus botoões, levo, não levo, levo, não levo... e a verdade é que vieram comigo para casa! São DE-LI-CI-O-SAS e, quanto mais como, mais me apetece comer! O que é uma grande m***** para quem está a tentar ficar com uma barriga lisinha para o Verão. E os remorsos que sinto, cada vez que vou buscar mais uma, e acabam por vir mais duas?!!!! Terrivelmente irresistiveis. Gostava de saber quem é que se lembrou de fazer amêndoas de chocolate cobertas de canela?!!! Devia ser preso, no mínimo...
Só por causa disso, esta semana o ginásio vai contar com a minha presença umas horas a mais que o habitual!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Estão 30º graus no Opera Bar em Sidney!
"São quase onze da noite aqui, estão 30 graus, e isto está super animado. Estou a adorar!" Diz-me a Catarina esfusiante, do outro lado da linha.
Estava no Opera Bar na Opera House de Sidney, cidade, que trocou por Lisboa desde Setembro passado. Hoje faz 30 anos, e está feliz! As saudades são muitas e a vivacidade, amizade, e loucura da Catarina fazem-me falta por estas bandas, mas ela está bem, e isso faz-me sentir bem!
"Adoro-te", diz-me no final do telefonema. "Adoro-te também", digo. Resta-nos o skype para pôr as novidades em dia, porque algo me diz que a noite dela hoje promete.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Aniversários
Como a tradição ainda é o que era, todos os anos, o dia 19 de Abril é passado no Casino de Lisboa. O melhor amigo faz anos e o casino também. Este dois em um é mais que um excelente motivo para reunir um grupo de amigos e pôr a conversa em dia, de forma descontraída.
Todos os anos o ritual mantem-se. O que é maravilhoso. Além disso, quem é que não gosta de ter os Parabéns cantados ao vivo por Tito Paris, Carminho, Rui Veloso e Mariza?! Que como é costume, também não desapontaram. Tudo em bom, portanto!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Época balnear inaugurada este fim-de-semana...
...com pena de não ter tido parapente incluído. Mas a água estava ótima, e às vezes ter tudo pode ser uma chatice!
" Sócio, queres ganhar um Porsche igual ao meu?"
Ainda no post anterior falava do livro que Futre ia lançar agora, para aproveitar a maré de popularidade, e já o Licor Beirão lhe tinha feito um convite para protagonizar uma campanha publicitária, baseada nas ideias que deu durante a célebre campanha do Sporting, e que nos dá "soluções à portuguesa".
Futre queria "19 jogadores mais um" para o Sporting? Para Portugal propõe um governo com 19+1, o que equivale a 19 amigos mais um para trabalhar". O vigésimo jogador do clube seria chinês? Para o país, Futre propõe acabar com os tachos e dar "um wok para cada português".
O objectivo da campanha é apelar a que se dê ideias para o país, e a mais original ganha um Porsche amarelinho e lindinho, igual ao do ex-jogador. Em tempos de crise, o que é que se quer mais? Nós rimo-nos da figura que ele fez, mas agora está ele a rir, cada vez mais, ao ver a conta bancária engordar! Mas pronto, sempre alegra a malta.
Para mais informações é só ir a http://www.porschedofutre.com
domingo, 17 de abril de 2011
Afinal Futre sabia do que falava!!! Só falou em mau português...
Soube que Futre estava em direto no "Mais Futebol", programa da TVI24, e não resisti em ir para a frente do ecrã ver o que a coisa dava. E tenho que dizer que fiquei espantada e muito esclarecida.
Primeiro que tudo Futre tem um sentido de humor enorme, ri de si próprio, e diz que o próprio filho desde as declarações, que fez na campanha para as eleições do Sporting, todos os dias não resiste em brincar com ele. Não fica ofendido com o gozo e até acha piada à dimensão que a coisa teve. "Se os portugueses riram, para mim é uma felicidade" disse. E a verdade é que fazer rir, e bem, um país em crise tem muito mérito. Muito, mesmo.
Na noite de 6ª feira, Futre maravilhou quem o viu. Espantou-me o jogo de cintura e o sentido de humor com que encara todo este frisson à sua volta, mas espantou-me ainda mais quando explicou, de forma séria, a estratégia do jogador chinês. E a verdade é que o senhor não descobriu a pólvora, "todos se riem mas a ideia não foi minha", e relembrou que clubes como o Real Madrid e o Manchester United já exploram o mercado asiático há vários anos, e bem.
Por exemplo, "o Real Madrid cobra três milhões de euros por jogo na Ásia e dois milhões na Europa. Se fizer lá três jogos no final da época, são logo nove milhões de euros", esclareceu Futre para inquirir de seguida "será que os portugueses têm vergonha de ganhar dinheiro? Estão todos ricos?", disse ao enaltecer o potencial do investimento nos jogadores asiáticos. Pois é, se há coisas que não estamos mesmo é ricos!!! Realçou ainda que jogadores como Nakata, não são vendidos pelo seu real valor mas sim pelo potencial de vendas que fazem, devido ao mercado asiático.
Sei que Futre falou, falou, e tudo o que ali disse fez sentido (fez mesmo!!!), ao contrário do que aconteceu na conferência de imprensa, em que as calinadas de português seguiram-se, aos tropeções, uma atrás das outras..
Presentes estiveram também João Vieira Pinto, Pedro Ribeiro, Tomaz Morais e Nuno Madureira num programa com apresentação de Cláudia Lopes que fez um excelente trabalho como apresentadora e moderadora. Tudo em bom, portanto. O que é raro.
Foi um programa com muitas gargalhas à mistura, em que Futre foi também homenageado com imagens de golos seus que fizeram história e pelo momento em que trouxe mesmo um chinês, a estúdio. Lim, um amigo seu com lojas no Montijo.
E como quem ri por último ri melhor, Futre estava para lançar um livro no Natal, mas afinal vai sair agora. Porque será? E algo me diz que vai vender bem!
(fotografias de Luís Silva)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A vivacidade de Filipa
Havia convites a mais quando me lembrei "será que ela aceita?" Na dúvida tenta-se sempre, pensei. No caminho para o estúdio aparece T, e pergunto-lhe o que acha.
- Acho uma óptima ideia, muitíssimo boa, aliás, mas será que ela não se deita cedo?
- Achas? No jantar de Natal não queria ir para casa...
Estávamos as duas na dúvida quando surge ela a fumar o seu cigarro. Vou ter com ela e pergunto.
- O que é que vai fazer hoje à noite?
- Eu, filha? Nada! Que havia eu de fazer numa 3ª feira à noite de especial?...
- Então já tem programa! Que me diz a ir ao salão preto e prata no Casino do Estoril, onde vai ser a Gala da TV 7 Dias, porque o programa está nomeado para duas categorias?
- Digo que sim, claro! Só tens que me ir buscar a casa, pode ser?
- Sem problema nenhum!
Combinamos horas, e mando uma mensagem a M., meu companheiro de secretária, que também ia ser companheiro de mesa "a Filipa Vacondeus vai!" A resposta, bem humorada, que não se fez tardar foi "maravilhoso, assim já não sou o mais velho da mesa!" (risos)
Às 19h30 lá estava, pontualmente, em Campo de Ourique pronta para a ir buscar e ela, claro, já estava pronta para sair. E garanto-vos que não podia ter tido ideia melhor, além de boa companhia, tinha ao meu lado um poço de sabedoria na arte de bem viver. No caminho, conta-me que esteve noiva do filho do Fausto Figueiredo.
- Sabe quem era?
- Não.
- Pois, você é muito nova... Era a família que tinha o Casino do Estoril antes de passar para o Stanley Ho. Foi o Fausto Figueiredo que construiu o Hotel Palácio, os jardins em frente ao Casino e a rede dos comboios, e claro era o dono do casino. Eram a fina flor e eu estava noiva do filho dele.
- E o que aconteceu para não se casarem?
- Ó minha rica filha, estava tudo pronto, prendas maravilhosas, casa montada, vestido feito, convites confirmados e eu, uma semana antes, desisti de tudo.
- Que se passou?
- Passou-se que ele andava enamorado por uma bailarina francesa do casino, e devia pensar que eu não sabia... Uma semana antes do casamento tinhamos hora marcada com o padre às 9h da manhã. E eu disse-lhe: amanhã é bom que apareças às 9h em ponto, porque se apareceres às 9h05 já não me encontras lá e sabes bem porquê!
- E?
- E ele pensou que eu estava a fazer bluff! Ele não apareceu às 9h e eu, tal como disse, às 9h05 não estava lá. Eu sabia muito bem a que é que se devia o atraso, e não estava para aquilo.
-Mas o que fez?
- Escrevi uma carta estilo Churchill á mãe dele, a dizer que se encarrega-se ela dele, que eu tinha desistido, e pirei-me para Madrid onde fiquei um mês! Nem imagina o reboliço que foi na imprensa naquela altura, uma verdadeira loucura! A minha mãe andava doida. (risos)
- Alguma vez se arrependeu?
- Nunca! Foi a melhor coisa que fiz na vida, nunca tive um pingo de arrependimento. Hoje seria uma tia execrável, daquelas horrorosas de aturar, que estaria numa mansão na Suiça, a fazer tricot! Deus me livre!
Filipa Vacondeus é assim, sem papas na língua, vivaça, espontanêa, cheia de piada e sobretudo uma jovem com 78 anos! O tempo passa a correr, ao lado dela, sempre com milhares de histórias deliciosas de ouvir. No casino, onde estava toda a gente do meio (do entretenimento à informação passando pelas telenovelas) e de todos os canais, assistimos a um espectáculo melhor do que sinceramente previa.
Herman José deu corpo a uma Angela Merkel cheia de piada, João Baião a um Cristiano Ronaldo de chorar a rir, Maria Vieira encarnou um Cisne Negro, e até parecia mais magra. E os prémios tiveram discursos bem divertidos. Teresa Guilherme brincou com o facto de ganhar um prémio com um programa da SIC, canal onde há muito não está, o que dá para ver quanto tempo alguns projectos televisivos ficam na gaveta. José Alberto Carvalho ganhou um prémio pela RTP, mas aproveitou para dizer que estava empenhado em fazer um bom trabalho na TVI, e por ai em diante. Comoveu-me, em particular, o prémio entregue às netas de Mariana Rey Monteiro. Uma delas no discurso contou que uma colega do 3º ano do conservatório, não fazia ideia quem era a sua avó. No entanto foi alguém que deu tudo á representação. A cultura é para todos, mas nem todos fazem uso dela, mesmo quem tem hipóteses, e isso é que é realmente triste.
Mas a bem dizer, a gala começou com um enorme atraso, à boa maneira portuguesa pois está claro, por isso terminou também muito mais tarde que o previsto. Eram 2h30 da manhã, já eu abria, vezes sem conta, a boca discretamente. Virei-me para a Filipa e disse:
- Vamos embora, certo?
- Por mim ainda podíamos ir à ceia, que me diz? (Á ceia?!! Pensei eu já a arrastar-me) Sabes é que já passaram tantas horas que estou com imensa fome.
M. acompanhou-nos e graças a Deus, parece que tinha dado fome a muita gente, pela fila longa que estava. Foi então que Filipa deu de si.
- Minha querida, era só o que faltava estar nesta fila toda para comer dois croquetes. Que pindéricos! Isto não é para nós, pois não?
- Não mesmo, digo eu! Vamos então. (Ufas...)
Deixei-a em casa às 3h da manhã, e a caminho da minha, dei por mim a pensar - alguém acredita que até meio do dia apetecia-me tudo, menos ir dar o ar da minha graça seja para que gala fosse. É que não me apetecia nadica de nada. E alguém acredita que nem ao cabeleiro fui?!
Já tinha dito, mas volto a dizer: às vezes acontecem coisas maravilhosas quando decidimos sair de casa. Há sempre conversas novas à espera, e pequenos gestos que fazem grandes diferenças. Uma noite que, com certeza, mais tarde vou recordar.
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