quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lisbon Lovers

Nascida no final de 2010, a LisbonLovers é a marca oficial dos amantes de Lisboa, que obviamente se associou aos Casamentos de Santo António.
Fruto de um amor incondicional pela cidade das sete colinas, Luis Beato e João Coelho criaram a marca que “celebra o carácter singular de uma cidade apaixonante”, dizem. “Somos apaixonados pela nossa cidade e queremos partilhá-lo com os amigos, com os vizinhos, com o mundo, pois esta é uma cidade de múltiplos encantos”! E fizeram muito bem, porque criaram souvenirs giros mas giros que marcam a diferença.
Hoje vieram a estúdio e presentearam-me com um santo António em prata com um fio de silicone que vem mesmo a calhar. Digam lá se não é bem giro?!!


http://lisbonlovers.com/shop

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sara, a menina que gostava de chuva

De manhã recebi o convite para ir ao lançamento no próximo dia 22. Este é primeiro livro de Tânia Ribas de Oliveira, uma obra infantil que promete... E as ilustrações que amorosas que são! Um verdadeiro mimo!
Estará à venda em breve, numa livraria perto de si.
                         

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma manhã cheia de surpresas

A carta já me tinha chegado há duas semanas, e não havia dia que não me lembrasse da sua existência, até ter coragem de dizer hoje é o dia! O dia de ter coragem para passar uma boas horas na segurança social, à espera de ser atendida.
Lá fui em direção à praça de Londres e mal estaciono, tento ir pagar o parquímetro e a moeda não entra. “Porreiro, máquina estragada”.  Do outro lado do passeio vejo um rapaz com ar chateado a olhar para o carro com uma multa no vidro. Vira-se e o ar é-me familiar.
-      Fred?!
-       Olá, diz de imediato a rir-se, como estás?
-       Bem, e tu? Há quanto tempo...
-       É verdade, estive em Londres e cheguei à pouco tempo, novamente, a Lisboa.
-       Boa!
-       Agora moro aqui e como ainda não tenho cartão de morador, é a toda a hora multas de estacionamento.
-       Imagino...
-       Mas olha, passa das 10h, agora só por volta das 14h é que passam outra vez, podes ir à tua vida à vontade.
-       A sério?! Mas mesmo assim prefiro pagar, mas a máquina não dá.
-       Então deixa um papel a dizer isso e não te preocupes.
Assim fiz. Despedimo-nos e vi o Fred ir, meio ensonado, para o prédio. Trabalhou muito tempo no Sushi Lounge, em Santos, e sempre foi uma simpatia.
 Carro estacionado e lá vou eu para a seg. social á espera do pior. Tiro a senha e constato que tenho 31 pessoas à minha frente. Juro que ia a pensar numas 100, no minímo! Faço contas à vida e decido que me dá tempo para ir comer qualquer coisa, e dar uma vista de olhos na Zara que é mesmo ali ao lado. Estou na loja quando começo a ouvir gritos de várias pessoas. Corro para a rua e não percebo logo o que se passa.  Até que chego ao outro lado do passeio e vejo um tipo deitado no chão cheio de gente já à volta.
-       Dá a carteira á senhora, já! Dá a carteira à senhora. Gritava um homem.
-       Os seguranças da Zara chegam entretanto e parece que sabiam quem era o rapaz. Um freak com ar de agarrado que no chão dizia:
-       Já dei, já dei!
A rua estava já cheia de curiosos. Algumas senhoras acalmavam a senhora que tinha acabado de sofrer uma tentativa de assalto. E o tipo, que tinha levado apenas uns calduços ao de leve, levanta-se do chão, literalmente na boa, e começa a ir embora, sem que ninguém se importe muito com isso. E não me contenho e às tantas comento em voz alta.
-       Uma pessoa acaba de ser assaltada e deixam ir o homem assim, como se não tivesse sido nada?!! Já que foi apanhado e conseguiram detê-lo, ninguém se lembra de  chamar a polícia?!
    Ninguém me disse nada, porque, provavelmente, acharam que o que estava a dizer pouco ou nada teria resolvido. E o ladrãozeco lá ia Guerra Junqueiro a cima a dizer para os seguranças e provavelmente para os que o deitaram no chão:
-       Hei-de voltar com mais tempo, vão ver!
Com certeza! Tempo não lhe devia mesmo faltar. E o medo também não devia ter grande, a ver pelas poucas consequências que a sua ação teve.
No meio daquilo lembro-me do número da minha senha e lá vou eu, meio receosa. Entro e constato que faltam apenas dez números. Entre os que desistiram e os que não demoraram quase tempo nenhum, o tempo passou bem rápido. E tudo aquilo me intrigava. Como é que um serviço da seg. social é tão rápido quando para a minha senha só está uma pessoa a atender.
Chega a minha vez, e diz-me a rapariga.
-       Bom dia? Já preencheu o requerimento?
-       Bom dia! Sim!
-       Mas tenho algumas dúvidas...
-       Diga?
-       Quanto é que vai ficar a prestação?
-       Não sei, aqui não lhe posso fazer as contas.
-       Mas como deve entender é importante perceber quanto vou pagar.
-       Pois, depois vê quando a carta chegar.
-      Haaa! Quando a carta chegar?!...
      Sim! Vem lá tudo explicado.
-       E já agora, para regularizar a minha situação atual, já que a carta remete há uns meses atrás, como faço?
-       Não é aqui, nem comigo. É noutro departamento. Veja no Areeiro ou no Saldanha.
-       Bem! Isto de tirar dúvidas não está fácil...
-       Pois, aqui a minha única função é receber requerimentos para pagar, mais nada. Além disto, não sei muito mais, a sério.
-       Já percebi! E está explicado porque é que o atendimento é rápido, é que isso estava-me realmente a intrigar.
      A rapariga ri-se, dá-me o comprovativo e sente o seu dever cumprido.
Sai de lá a pensar no sucedido e quando cheguei ao carro, não havia multa. O Fred tinha razão. 
Em duas horas revejo uma cara que não via há anos, assisto a um assaltante que se pira sem problemas e a um departamento da seg. social que consegue ser rápido, mas que não tira dúvidas. Surpreendente.

domingo, 5 de junho de 2011

Sensação estranha esta...

Sensação estranha esta...
- Sócrates faz um discurso construtivo e algo emotivo e sai, sem palavras amargas ou mesquinhices, mas com uma dignidade que poucos teriam. O cenário de saída é-me estranho!
- Pela primeira vez em Portugal, há uma maioria absoluta de direita com um Presidente da República de direita. A democracia é feita de alternância e aqui está ela!
- Os portugueses foram às urnas com um número de abstenção que ronda os de 41%. E preocupa-me que, numa altura tão crucial para o país seja pedida a intervenção dos cidadãos, e um número tão alto se abstenha.
- Os tempos exigem não só que demos o nosso melhor, mas também que superemos expectativas, porque mesmo com esta vontade de mudança, a verdade é que estes senhores continuarão a governar segundo a bitola do FMI, que estará cá de três em três meses para ver se estamos a fazer bem o trabalhinho de casa. Resta-me tentar acreditar em Passos Coelhos que diz, a esta altura no ecrã, que " vai ser difícil, mas vai valer a pena". Espero mesmo que tenha razão!
- Faz hoje precisamente quatro anos que o meu pai partiu. Hoje, se cá estivesse estaríamos, lado a lado, a ver a noite eleitoral e sei que ele estaria algo desapontado com a vitória da direita, mas com o seu habitual bom humor diria algo que me faria rir.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Acho uma piada do caraças às greves dos senhores da CP, da CP ou de que empresa for, nos dias que correm. Esta gente protesta o quê, numa altura que existe um governo demissionário e estamos em vésperas de eleições?!! Estão à espera que lhe digam o quê - sim senhor, vamos fazer o que vocês querem - numa altura em que ninguém pode decidir nada! Onde é que está a consciência, o civismo, a moralidade? Se há pessoa que considera que se deve protestar quando algo está mal, sou eu. Mas tudo tem o seu timing, e este é um timing para tudo, menos para greves. Acho mesmo vergonhoso. Este é um momento em que precisamos de ser construtivos, responsáveis e cheios de vontade de melhorar.
Por estes dias só me tem vindo à cabeça a frase de John F. Kennedy "não perguntes o que teu país pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer pelo teu país".
Eis a questão...

terça-feira, 31 de maio de 2011

O imbróglio camoniano

Estou aqui com um imbróglio para resolver, que é obra! Um amigo do Manel, que eu não  tenho ainda o prazer de conhecer, vai casar no próximo 10 de Junho, e  como é dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, parece que os noivos não querem fazer a coisa por menos e querem um casamento com trajes camonianos! Portanto tem que ir tudo vestidinho tal e qual como na época do poeta. Pensei de imediato onde se iriam arranjar todos vestidos de época, mas o noivo pensou em tudo, e falou com uma companhia de teatro da zona que os vais alugar por uma quantia simbólica. 
E adivinhem onde vai ser o casamento? Em Constância, pois está claro, também conhecida por vila poema por ser uma terra que acolheu inúmeros poetas, entre os quais Luís de Camões. Qual é o busilis da questão? É que antes da data do casamento torna-se difícil a ida Constância, aliás nem o Manel faz questão de lá ir. Então pergunto:
- como é que estás a pensar fazer isto? Não se experimenta a vestimenta antes?
- amor, achas que é preciso? Eles diz que há lá tantos vestidos que algum te há-de ficar bem de certeza.
- desculpa?
- sim, não te preocupes!
- Manel, ninguém vai a um casamento sem ter escolhido o que vai vestir antes.
- sim, sim, mas aqui é diferente.
- Pois é mesmo! A responsabilidade é diferente, porque parece que não está nas minhas mãos escolher, e acredita que me está a apetecer tudo, menos passar por uma figura ridícula!
- pronto, eu ligo-lhe e dizemos-lhe as tuas medidas para ficares mais descansada.
- não estás a perceber! Mesmo que haja um vestido com as minhas medidas, se for feio que dói, achas que o visto?!
- relaxa, vai tudo correr bem!

E pronto. O sentido prático dele é tão simples quanto irritante. Garanto que por baixo desta ponte ainda vai correr mesmo muito água! Além do mais, ainda não lhe deram a certeza de  ter folga no dia. Em breve contarei as cenas dos próximos capítulos.

Muito mais prazer que calorias


Um dia destes na praia, apetecia-me algo. E fiquei a pensar no que poderia comer sem me sentir culpada. Lembrei-me que havia um solero de 99 calorias e deliciei-me, sem culpas. Depois veio a dúvida, é tão saboroso que deve ter ali qualquer porcaria artificial que eu não consigo decifrar...
Hoje, por acaso, tive que falar ao telefone com a responsável de marketing da Olá, e não resisti. O defeito profissional tem destas coisas, e não me deixa ficar calada. E perguntei-lhe se não havia ali calorias a menos e artifícios a mais. Riu-se e disse-me "pode ficar descansada, que a marca pensa não só no baixo nível de calorias mas também de glúten e de gordura, por uma questão de saúde, não é só para quem quer manter a linha, pensamos também nos diabéticos, por exemplo. É tudo muito minucioso, e uma marca como a nossa se podia dar ao luxo de enganar quem quer que fosse, não acha?!" Acho.
Portanto 99 são mesmo 99 calorias, não há ali nada de publicidade enganosa descarada. Gosto disto.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

E os Globos de Ouro...

que animaram, e bem, uma noite domingueira. Para começar os vestidos de Bábá, que considero uma mulher elegante, eram inacreditáveis, de tão maus. Eu que até gosto das criações de Filipe Faísca, fiquei incrédula a olhar para o ecrã quando vi o vestido/combinação vermelho a puxar para o vulgar. Não é costume! Buchicho e Dourado também não tiveram melhor. Lá a última criação, de Nuno Baltazar, salvou, minimamente, a honra do convento... esperava muito mais, e eles também já provaram ser capazes disso. 
Valeram as boas escolhas de Aurea, que estava maravilhosa, e de Daniela Ruah, entre algumas outras. Valeu o discurso do Futre, que diz e bem que a fama de que goza atualmente deve ser alvo de case study. Gosto dele e acho-lhe piada simplesmente por se rir de si próprio e ser genuíno. Por isso, o pequeno discurso dele foi tão sui generis quanto assertivo. Vivó Futre.
E depois era impossível não falar no momento em que Luís Borges, com o globo na mão, começa a discursar meio emperrado, mas lá ganha ritmo e toca a desembuchar o que lhe vai na alma e no coração. E estava lá tudo. A pequenez das agências portuguesas que lhe bateram com as as portas para se abrirem as de Nova Iorque, Paris e Milão. O facto de ser preciso vingar lá fora para ter valor cá dentro. E goste-se, ou não, do estilo do rapaz parece que está no top 50 dos melhores modelos do mundo e agradeceu a fatiota feita para a ocasião por Tom Ford. O que não é para todos, como é óbvio, e muita gente naquele coliseu deve ter engolido em seco. E ainda não tinha vindo o melhor... a declaração de amor ao homem com que se casara há uma semana, Eduardo Beauté. Foi corajoso e bom assistir a quem não tem medo de derrubar barreiras. Aquilo sim,  foi um momento digno de nota. Que me surpreendeu, muito, pela positiva.
Por fim, a merecida homenagem a Simone, que se mostrou surpreendida quando na verdade, soube hoje que andou a semana toda a falar na honra que ia ter. Talvez por saber, o discurso não lhe saiu tão sentido como eu esperava. Mas pronto, isso se calhar não interessa muito. A verdade é que tem uma vida e uma voz memoráveis, e mereceu levar o globo para casa. Para o ano há mais.

domingo, 29 de maio de 2011

"Hello, bombshell"

Depois do almoço e do lanche ajantarado, de ontem, com a família do meu rapaz, em que não me coibi de comer um óptimo bacalhau com broa, gelado de cheesecake e uma bela tarde  de maçã, dei por mim, na vinda para Lisboa, a fazer palpites à quantidade de calorias que estas pequenas brincadeiras terão custado...
Assim, para que tudo continue a correr como planeado para o meu bem estar na praia este verão, além de querer todos estes bikinis, sou menina para pôr estas bombshells da Vitoria`s Secret, na porta do meu frigorifico. Como que a dizer "queres ficar como nós?! Então vê lá o que tiras ai de dentro!"
Com estas figuraças, é coisa para resultar!










Que desilusão...

Minhas queridas e meus queridos esqueçam o que disse sobre o filme do Malick, A Árvore da Vida! É angustiante, realmente angustiante e desesperadamente longoooo.  O senhor lembrou-se de pôr no meio do enredo imagens sobre a criação do mundo ou da antevisão do fim dele, nem se percebe bem, e o resultado é uma grande seca! É que Terrence Malick é licenciado em Filosofia e um interessado sobre as origens do mundo e sem dúvida uma pessoa com muitas dúvidas existenciais. Muito bem, até aqui tudo muito bem aliás! Mas então fazia um documentário e não "enganava" a malta (sim, porque muita gente irá mesmo ao engano).
Malick cria um enredo interessante, convida os senhores Brad Pitt e Sean Penn e depois, na maior parte do tempo, toca a encher com paisagens do mundo em que até entram dinossauros, e o pessoal que pape a estucha, porque vai a pensar numa história dramática mas fluida, e às tantas o drama é o tempo que não passa! Sinceramente não gostei, defraudou as minhas expectativas, desesperei e contorci-me inquieta e já sem posição inúmeras vezes. A ajudar à festa não sei se foi do calor ou do desespero, a verdade é que ainda tive direito a uma ligeira quebra de tensão, para ser tudo em bom!
Só sei que há há muito tempo que não me lembrava de ficar tão feliz ao ver aparecerem as letras da ficha técnica no final. E agora percebi porque é que a escolha em Cannes não foi  consensual.