domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
O fuso horário australiano...
A praia à minha espera, eu já atrasada, mas do outro lado do mundo alguém já me tinha dado dois toques para o tlm; o que é o mesmo que dizer que está na hora de ir ao skype. Aqui eram duas da tarde e em Sidney, duas da manhã.
Ao fim de meia hora de cusquices e muitas novidades, diz-me a minha querida Catarina, que estava a falar comigo deitada na cama.
- Sabes, estou de saco de água quente nos pés!
- Hahaha, boa, estás exatamente como eu, que a seguir vou para a praia.
- Ai é?
- É, é para as muitas vezes que no Inverno metias inveja com os dias na Bondi Beach! ;)
- Ai é?
- É, é para as muitas vezes que no Inverno metias inveja com os dias na Bondi Beach! ;)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O mundo do avesso
Não sou capaz de ser indiferente às noticias, muitas vezes gostava, juro que gostava de ter daquelas capas emocionais que separam o que se ouve do que se sente, e não sofrer com a realidade que não se pode mudar. Mas é mais forte do que eu, e é-me difícil ficar indiferente ao que merodeia. É coisa para estar no ADN, provavelmente.
Hoje enquanto jantava, não bastava estar a seguir, impotente, há semanas a situação no Corno de África, onde já morreram 29 mil crianças de fome e continuam a morrer 100 por dia, para ver indignada, revoltada e ainda estupefacta (apesar de já ir no quinto dia) as imagens que chegam de Londres, Manchester, Birmingham, em que a violência gratuita e os saques tomam conta das ruas e os criminosos se regozijam por fazerem o que querem; para depois ainda vir outra notícia bem sopimpa.
Uma rapariga italiana, de 25 anos, chegada a Lisboa, é abordada por um homem de quarenta e tal que, supostamente, se oferece para a ajudar a encontrar o hotel, mas em vez disso leva-a para uma pensão, onde a mantêm em cativeiro e a espanca e viola, a seu belo prazer durante três dias. O resultado? Ela consegue fugir ao terceiro dia e identificar o estupor, que está em Portugal ilegal. Este vai a tribunal, e o que é que lhe acontece como sentença?! Liberdade. Repito, liberdade!! O juiz apenas decretou que tem que se apresentar de duas em duas semanas na esquadra.
Desculpem, será que adormeci e acordei noutro planeta?!!!!! Violação já não é crime? Espancamento também não? Estar ilegal não é problema? O que é isto, afinal? Pode fazer-se o que bem se entende que já não acontece nada?!
E pergunto eu, o que é que acontece a um juiz que comete o ato criminoso de deixar um tipo destes impune, e o põe de novo nas ruas de Lisboa um violador / predador sexual? Não acontece nada?!! Está a cima do bem e do mal?
Ia eu a pensar nisto quando vejo o Ikea a passar-me ao lado direito e a distanciar-se. Volto para trás a bufar e a pensar - hoje é só entrar, fazer a encomenda, porque já sei o que quero, e sair, não estou perder tempo. Dirijo-me è secção dos moveis e das camas e pergunto se está o B., que me atendeu a semana passada e me ajudou na escolha. Só a ideia de explicar tudo a outra pessoa novamente, já me estava a enervar. E chega B. sorridente, visivelmente de bem com a vida e com o mundo, porque enquanto dava o noticiário provavelmente ele trabalhava.
- Que bom vê-la de novo!
- Obrigada, trago o papel com as referências que me deu a semana passada pare ser mais fácil fazer a compra.
Sempre simpático, sempre pronto a ajudar, com uma enorme paciência e sempre com um sorriso genuíno, lá me ia dizendo o que tinha que fazer.
Chegou á parte em que tinha que carregar com o mibiliário todo para a caixa.
- B, acha que eu sozinha consigo encontrar e transportar isso tudo?!
- Realmente, difícil não é, mas precisa de ajuda. Eu não posso, aliás não devo, mas claro que vou consigo.
- Estou a ajudar aquela menina que comprou a mobília para a casa de férias.
O chefe continuava.
- Que bonito, pensei, lixei o trabalho ao rapaz.
- Vim cá a baixo ajudar-te, diz o chefe, porque assim despachas-te mais depressa e a menina também. Seguiu-se um corre corre bem disposto, com os dois alegres por ajudar, nos corredores.
Fiquei comovida pela espontaniedade, pela ajuda, pela alegria e pela boa disposição. Há pessoas que continuam a fazer de momentos simples, alegrias, e que são capazes também de ajudar, só porque sim. No final, fiz questão de escrever no livro, mas para fazer um enorme elogio. Ontem estes dois rapazes fizeram-me ver o tal bright side of life, de que os Monty Phyton falavam.
Hoje enquanto jantava, não bastava estar a seguir, impotente, há semanas a situação no Corno de África, onde já morreram 29 mil crianças de fome e continuam a morrer 100 por dia, para ver indignada, revoltada e ainda estupefacta (apesar de já ir no quinto dia) as imagens que chegam de Londres, Manchester, Birmingham, em que a violência gratuita e os saques tomam conta das ruas e os criminosos se regozijam por fazerem o que querem; para depois ainda vir outra notícia bem sopimpa.
Uma rapariga italiana, de 25 anos, chegada a Lisboa, é abordada por um homem de quarenta e tal que, supostamente, se oferece para a ajudar a encontrar o hotel, mas em vez disso leva-a para uma pensão, onde a mantêm em cativeiro e a espanca e viola, a seu belo prazer durante três dias. O resultado? Ela consegue fugir ao terceiro dia e identificar o estupor, que está em Portugal ilegal. Este vai a tribunal, e o que é que lhe acontece como sentença?! Liberdade. Repito, liberdade!! O juiz apenas decretou que tem que se apresentar de duas em duas semanas na esquadra.
Desculpem, será que adormeci e acordei noutro planeta?!!!!! Violação já não é crime? Espancamento também não? Estar ilegal não é problema? O que é isto, afinal? Pode fazer-se o que bem se entende que já não acontece nada?!
E pergunto eu, o que é que acontece a um juiz que comete o ato criminoso de deixar um tipo destes impune, e o põe de novo nas ruas de Lisboa um violador / predador sexual? Não acontece nada?!! Está a cima do bem e do mal?
Estava já farta, fartinha, de ouvir tanta porcaria no telejornal, que decido que o melhor é levantar-me da mesa. Estava já a fazê-lo quando os meus ouvidos escutam mais um pérola. Um filho da puta de um funcionário de uma freguesia em Torres Vedras, responsável por levar crianças à escola, também as violava. Foram várias com menos de 10 anos. Está em prisão domiciliária e parece que uma delas, das vitimas, é sobrinha neta. Então não é que os pais da menina fazem questão de ir visitar o tio a casa, e claro que fazem questão de levar a menina também, pois consideram que não há problema nenhum!! Pronto, foi a gota de água. Sai porta fora em direcção ao Ikea, que foi um mimo.
Ia no carro a pensar nestas realidades desconcertantes, a imaginar que a polícia em Londres devia agir à séria e enfiar balas de borracha com fartura, no lombo daqueles manfias; e se fosse coisa para não resultar, eu era menina para dizer ao Sr. Cameron para passar às verdadeiras. Não para matar, claro, para para atirar uma ou outra a um pézinho, a uma perninha ou a uma daquelas mãos que não se cansam de pilhar e incendiar simplesmente porque lhe apetece. Ia eu a pensar nisto quando vejo o Ikea a passar-me ao lado direito e a distanciar-se. Volto para trás a bufar e a pensar - hoje é só entrar, fazer a encomenda, porque já sei o que quero, e sair, não estou perder tempo. Dirijo-me è secção dos moveis e das camas e pergunto se está o B., que me atendeu a semana passada e me ajudou na escolha. Só a ideia de explicar tudo a outra pessoa novamente, já me estava a enervar. E chega B. sorridente, visivelmente de bem com a vida e com o mundo, porque enquanto dava o noticiário provavelmente ele trabalhava.
- Que bom vê-la de novo!
- Obrigada, trago o papel com as referências que me deu a semana passada pare ser mais fácil fazer a compra.
Sempre simpático, sempre pronto a ajudar, com uma enorme paciência e sempre com um sorriso genuíno, lá me ia dizendo o que tinha que fazer.
Chegou á parte em que tinha que carregar com o mibiliário todo para a caixa.
- B, acha que eu sozinha consigo encontrar e transportar isso tudo?!
- Realmente, difícil não é, mas precisa de ajuda. Eu não posso, aliás não devo, mas claro que vou consigo.
E enquanto andavamos até chegar ao destino, dizia-me:
- Sabe é que não podemos ter clientes preferenciais, diz-me a rir. Temos que tratar todos de forma igual.
Liga-lhe o chefe.- Estou a ajudar aquela menina que comprou a mobília para a casa de férias.
O chefe continuava.
- Sim, eu sei, mas já vou para cima.
Quando chegamos finalmente ao destino vejo já o chefe dele. - Que bonito, pensei, lixei o trabalho ao rapaz.
- Vim cá a baixo ajudar-te, diz o chefe, porque assim despachas-te mais depressa e a menina também. Seguiu-se um corre corre bem disposto, com os dois alegres por ajudar, nos corredores.
Fiquei comovida pela espontaniedade, pela ajuda, pela alegria e pela boa disposição. Há pessoas que continuam a fazer de momentos simples, alegrias, e que são capazes também de ajudar, só porque sim. No final, fiz questão de escrever no livro, mas para fazer um enorme elogio. Ontem estes dois rapazes fizeram-me ver o tal bright side of life, de que os Monty Phyton falavam.
Está quentinho... finalmente
O Verão chegou finalmente em bom! O meu rapaz ligou-me à pouco de Castelo Branco onde estão só 38 graus, e em Lisboa o termómetro marca 34. Está quentinho por todo o país, portanto. Valha-me o ar condicionado, que o calor que se sente na rua é bom mas é para quem está na praia!!!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A estadia a Sudoeste
Tal como suponha vim mais cansada do que fui, do fim-de-semana na Zambujeira. Mas nada arrependida. Pulei, saltei, dancei, dormi pouco, mas diverti-me muito. Deu para apanhar sol de dia e chuva de noite (foi à vontade do freguês), deu para ir à praia dos Alteirinhos (que adoro) e à do Brejo Largo, na Longueira, que desconhecia. Deu para devorar uma salada de polvo e degustar um arroz de polvo com camarão. Deu para rever amigos e passar algum tempo com os mais antigos. Deu para meter a conversa em dia com a dona Adilia. Porque é tão certo ir para o festival como ficar no monte dela.
Para mim no meio está mesmo a virtude, e para aguentar a confusão do festival faço questão de descansar no sossego. Afinal os 20 anos já lá vão, e acampamentos, como já sabem, não são o meu forte. :)
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| As casas do monte são tipicamente alentejanas, como se quer. |
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| Dá ou não dá vontade de sentar? |
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| O poço renovado, um mimo. |
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| Quando abria a janela, era estas senhoras que via. |
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| Para quem não sabe, olhó belo do milho! |
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Rumo a SW
Telefonemas, convidados, escrita. Escrita, convidados, telefonemas, telefonemas, reunião. Decisões para alinhamento, escrita. Posso dizer que este foi um dia em que reinou a azáfama. Ele foi falar com o Miguel Clarinha, dos pasteis de Belém que me disse que nem ele, da família dos proprietários, sabia o segredo que já vem de 1837. Sabem seis pessoas, e pronto! Foi falar coma Aurora Cunha, madrinha do leitão da Bairrada, que entre muitos risos me disse que " este é um prato pouco adequado para desportistas, mas é uma delicia, e sempre que posso, como". Afinal quem pode, pode. Foi falar com confrarias, foi dar uma boa notícia ao meu querido Luís Suspiro, e resolver milhentas de pequenas coisas, porque fazer um programa em que se juntam os padrinhos e madrinhas das 21 maravilhas gastronómicas, é obra!
Mas isso agora não interessa nada (como dizia alguém), pois vou rumar a Sudoeste, para um fim de semana de praia, concertos e petiscadas com amigos (e o meu rapaz a Norte, sei lá bem por onde! Isto dos casais modernos é assim).
Segunda feira haverá com certeza histórias para contar...
Segunda feira haverá com certeza histórias para contar...
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Quando o feng shui é a escolha
Depois de quase dois anos de construção, a casa de férias na aldeia mais portuguesa de Portugal, está praticamente terminada. Agora está a chegar a parte do recheio, de comprar móveis, sofás, cadeiras, camas, quadros, e tudo e tudo e tudo.
Andava eu maravilhada e apaixonada pela ideia de comprar uma cama de cabeceira alta em capitoné, até que a minha querida B., amiga de longa data e arquitecta/consultora de feng shui (que me tem auxiliado com o projeto de raiz), me diz que não é o apropriado para o meu meu quarto.
- Não é?!
- Não amiga, o teu quarto é energia árvore. E esse material não tem nada a ver...
- Hummm, então a cama tem que ser toda em madeira, é isso?
- Convêm. Quer dizer, o que te estou a dizer é o que é mais apropriado, mas também convêm que gostes, porque a casa é tua e tens que te sentir bem nela, sobretudo.
- Claro! Nem faz sentido de outra forma, aliás. Bem, vou tentar conciliar o melhor de dois mundos e vou tentar sentir-me bem com uma outra mobília de quarto.
Que merda, pensei com os meus botões. Quem me manda a mim ligar a estas coisas. Já podia ter tudo escolhidinho e pronto, não se falava mais no assunto. Mas não tive outro remédio se não visitar outras lojas, se não a minha consciência não ficava em paz. Até que vi um quarto que adorei, de madeira, linha romântica, todo em branco. E disse-lhe.
- Branco, como? Diz-me ela.
- Branco, branco sei lá...
- Mas é contraplacado?
Pensei "ui ui ui, que isto agora vai ser bonito!"
- Não sei bem... Aquilo parece-me madeira mesmo, agora sei lá eu se é contraplacado.
- É que faz diferença. Uma coisa é ser madeira pintada de branco outra coisa é ser contraplacado ou outra coisa qualquer que para ai se vende. Amiga, o material tem importância.
Tirei dúvidas na loja, e soube que era realmente madeira pintada de branco.
- É melhor, mas já sabes que o ideal era ser de madeira e ter a cor natural.
E pronto, hoje vou definitivamente à loja, com a minha querida mãe, já pronta a fazer a encomenda, e quando chego lá, curiosamente a cama de madeira pintada de branco está ao lado de outra igualzinha, mas em madeira castanha! Parecia o destino a testar-me. C`um caraças!!!! Olho para as duas vezes, vezes sem conta. Desvio o olhar para pedir ao empregado que me mostre o guarda roupa, para ganhar tempo para refletir. E foi ai que desabafei...
- Estou mesmo indecisa...
- É fácil, diz-me o empregado, de qual gosta mais?
- Não se... Acho que da branca, mas parece que a castanha faz mais sentido no meu quarto.
- Como assim?
- Segundo o feng shui, percebe?
É ai que o empregado olha para mim, e já sem se conter a rir, diz:
- Não me diga que você acredita nessas coisas?
- Claro, se não acreditasse não lhe dizia. Para mim é importante, mas tenho noção que maior parte das pessoas não liga nenhuma, e não me espanta, porque na verdade a maior parte nem sabe bem do que se trata.
- Isso é verdade. Eu próprio não sei bem. Diz-me ele, cheio de paciência, boa disposição e sinceridade.
Volto ao local das camas, olho para as duas mais não sei quantas vezes, e oiço as palavras da B. "a madeira castanha vai-te dar a sensação de maior conforto, de mais calor, acho que vais sentir-te melhor do que na cama branca, que é fria".
Fez-me tudo sentido. Gosto de ambientes confortáveis, acolhedores e quentes. E disse.
- Levo em castanho! Está decidido!
Realmente tem mais a ver comigo, pensei.
Isto foi apenas o começo de uma jornada que se adivinha grande, e cheio de escolhas esmiuçadas. "Mas há decisões que vão surgir sem dificuldade porque fazem naturalmente sentido só naquele local, já me disseste várias coisas e vais ver que tudo vai fluir".
Se podia não ligar nenhuma ao feng shui, claro que podia! Mas não seria a mesma coisa. Cada um tem as suas pancadas, e esta é assumidamente uma das minhas, nada grave, mas algo trabalhosa.
Manel na Volta
O meu Manel está todo contente e feliz a trabalhar na Volta a Portugal. Diz que é cansativo, que não se pára, mas adora o espirito de equipa que se vive. Lá foi ontem de mochila às costas para Fafe, e só volta dia 15.
Hummm... são duas semaninhas, e as saudades do meu morenaço vão apertar.
Hummm... são duas semaninhas, e as saudades do meu morenaço vão apertar.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Primeiro dia de Agosto chuvoso
Deve ser chato para quem está de férias começar o mês de Agosto com chuva... :-)
domingo, 31 de julho de 2011
E ontem à noite foi assim...
que Joss Stone iniciou o concerto no Terreiro do Paço. Livre, descalça, como é hábito, e a divertir-se à brava enquanto cantava.
A acústica do local não é a melhor, e o vento que, de vez em quando, se fazia sentir também não ajudou, mas a malta gostou e cantarolou, e eu sempre tinha o Manel para me aquecer, por isso não me posso queixar. E depois foi bonito vê-la partilhar o palco com Sara Tavares. Foi bem bonito, aliás.
Uma noite gira que acabou no Bairro Alto (à pinha, para variar), a beber copos com os amigos. Mas cheguei a casa com os pézinhos de princesa a pedir socorro.
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