quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A porta do estúdio abre-se devagar e entra a Z. acompanhada, chega-se ao pé de mim e segreda-me - este é o doutor A. Levanto-me.
- Muito obrigada por ter vindo, é um grande prazer tê-lo cá, ainda mais quando sei que não é um grande adepto de vir à televisão, digo.
- O prazer é todo meu, diz sorridente.
Tem uma cara afável, um sorriso genuíno e uma postura descontraída. Diferente da imagem que imaginara quando falamos ao telefone. Entretanto a Marta, convidada principal, explicava serenamente lá para casa como tinha superado o cancro da mama, a importância que teve conhecer bem o próprio corpo, o quão crucial foi fazer uma reconstrução mamária depois da inevitável mastectomia, e o quão crucial foi esta ter sido perfeita. Imaginava para com os meus botões como seria ficar sem um peito. E perguntei a A. que é médico há 38 anos, e já fez reconstruções mamárias a 12 mil mulheres.
- Deve ser maravilhoso ser o responsável pela recuperação da auto-estima de tantas mulheres...
- É realmente! Tanto para mim como para qualquer médico que o seja por vocação.
Lembro-me então das palavras de Marta que me disse dias antes que A. trata cada paciente com se fosse a própria mulher, tal é a sensibilidade e o profissionalismo. Imaginei, por momentos, um mundo onde só existissem bons profissionais. A diferença que seria!
Enquanto não o chamam para a sua intervenção, A. fala sem pretensões, bate palmas às atuações musicais e mostra-se contente por estar ali. Sinto-me feliz e aliviada por sentir que não lhe estou "a roubar tempo" especialmente precioso, no seu caso. Confidencia-me que uma das poucas aparições "públicas" que fez foi por causa do seu clube do coração - o Benfica - no qual tem um cargo. Escusado será dizer que a partir desse momento a simpatia que já era grande, passou a enorme. Quando chegou o momento de ir para a frente das câmaras, esclareceu, informou e realçou a importância da detecção precoce, e que esta faz toda a diferença.
Está a chegar ao fim o mês rosa, dedicado à luta contra o cancro da mama. Se quiser fazer um gesto simples pela causa, pode sempre ir até www.facebook.com/laco.portugal e clicar em gosto pois um dos objetivos da Laço é divulgar informação e para isso pretende chegar aos 50 000 amigos até ao próximo dia 30 de Outubro.
Bom dia alegria!
O dia está chuvoso, mas isso não interessa nadica de nada! Aqui vai uma música, de que gosto muito, para animar!
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Segundo um estudo, que saiu hoje, Portugal é o terceiro pais mais infeliz em 40 países da OCDE, atrás de nós só mesmos os chineses e os húngaros. Até os gregos parece que são mais felizes! Em primeiro lugar está a Dinamarca, o que não é novidade. Parece que a qualidade de vida nórdica há muito que ofusca o sol dos países a sul.
Na verdade, eu tenho sempre algumas dúvidas quanto à total veracidade destes estudos mas que dão que pensar, dão...
Todos os dias passo por ele, passo por ele e esboço um sorriso só de imaginar as aventuras por que já passou. Hoje vive em quietude, mas não sofre de solidão. Tem visitas diárias e faz as delícias da criançada nas visitas de estudo.
É o primeiro carro de exteriores da RTP, e do país, um Mercedes-Benz que chegou a Lisboa em Novembro de 1957, com tecnologia avançada e pintado de amarelo, a cor da estação de televisão na altura. Hoje está ali para não nos deixar esquecer o passado e a evolução que entretanto houve. Eu acho-o um amor!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Coragem em tempos de crise...
Soube que uma amiga ficou sem trabalho, tentei ligar, desligado, enviei msg e recebi uma resposta a dizer que precisava de alguns dias para assentar ideias e habituar-se à ideia da nova vida. Respeitei. Os dias passaram e liguei-lhe.
- Amiga que se passou? Fiquei preocupada contigo...
- Nada de grave. Resolvi sair do emprego.
- Foste tu que saíste? Mas qual a razão?
- Pensei, pensei, e cheguei à conclusão de que não era feliz ali. Estava habituada aos clientes, ao trabalho, aos amigos que tinha, mas na verdade já não me sentia realizada. Gostei muito ao inicio, agora o mundo da moda já não tinha segredos, sentia que já não estava a evoluir.
- Fizeste bem, então... mas já te sentias assim há muito tempo? Juro que pensava que estavas ótima!
- Já me sentia assim há algum tempo sim, mas há poucas semanas morreu uma amiga minha, de 30 e poucos anos, assim de um momento para o outro, sem mais nem menos, e isso levou-me a pensar o quão a vida é efémera, e que por isso enquanto cá estamos temos que fazer por ser felizes. E eu estava a ver a vida passar-me à frente... E decidi que agora estava na altura de pegar nas rédeas, percebes?!
- Perfeitamente. E planos para o que vais fazer, tens?
- Ainda não exatamente. Para já vou dedicar-me mais à escrita, que tem andado um pouco posta de lado, e depois logo se vê. Caminhos não faltam, agora vou relaxar e com calma pensar e escolher. (silêncio) Eu sei que deves estar a pensar que devo estar louca porque estamos num ano mau e tudo indica que vem ai um pior.
- Não, isso pensei antes de saber que tinhas sido tu a querer sair. Agora penso apenas no quão corajosa és.
- Sabes bem que eu nunca fui daquelas pessoas que pensa em fazer carreira. Quero apenas ser feliz.
- Sim, eu sei.
domingo, 16 de outubro de 2011
As variações do tempo
Está sol, calor, praias cheias, vendedores de castanhas na rua e montras já cheias de árvores de Natal! Bate tudo certo, portanto!
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