quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Quando a origem fala mais alto
Joana tem 33 anos, é natural do Porto, mas a família paterna é do Ladoeiro, aldeia, no concelho de Idanha a Nova, (perto do meu querido Monsanto). Decidiu tirar o curso de arquitetura, longe de pensar que alguma vez trocaria a cidade pelo campo. O último ano do curso decidiu fazê-lo em Itália, mais precisamente em Florença. “É maravilhoso ir para fora, mas também é no estrangeiro que sentimos mais a falta do nosso porto seguro, do aconchego dos pais, dos avós, e foi neste último ano que percebi que queria estar mais perto das minhas raízes, do que é essencial, e sem perceber bem porquê, percebi que quando voltasse para Portugal devia voltar para o Ladoeiro”.
E voltou. Voltou para a terra dos seus avós paternos e com o curso de arquitetura foi pedir emprego à CM de Idanha-a-Nova. O gosto pelo azeite nasce quando lhe adjudicaram o projeto de um lagar de azeite. “Para o concretizar tive que estudar muito sobre a matéria mesmo para saber como se devia executar os meios técnicos, fiz muita pesquisa relativamente ao tema a apaixonei-me”. Apaixonou-se pelo tema, e pela produção de azeite que atualmente faz em pequena escala. O pai é empresário agrícola, a avó em tempos idos já tinha tido um lagar. Por isso, “apesar de ter seguido arquitetura nada acontece por acaso, o bichinho já cá devia estar”.
Devido ao seu interesse pelo projeto do lagar, convidaram-na para vice-presidente e depois para presidente da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Ladoeiro – Coopagrol, onde tem sido de um empreendedorismo notável.
É uma jovem que diz “adoro ouvir os mais velhos, existe uma riqueza enorme nas suas memórias, em tempos ainda comecei a escrever um livro das conversas que tinha com a minha avós e as amigas, pois elas têm vivências únicas…” E por isso teve uma ideia maravilhosa, junto das juntas de freguesia pediu para a ajudarem a encontrar a pessoa mais velha de cada uma das 17 freguesias do concelho de Idanha e “colocou a fotografia da pessoa mais idosa de cada freguesia (todos entre os 93 e os 103 anos) na garrafa do azeite Origem onde existe um poema com duas versões. Lido de cima para baixo são os idosos zangados por se ter abandonado o campo, porque na sua altura os campos estavam cheios e respeitava-se a terra e não percebem porque a abandonaram. Lida de baixo para cima é uma resposta positiva de quem está de volta às origens com uma visão esperançosa. No fundo assume-se um compromisso de respeitar e trabalhar novamente a terra.
Na Cooperativa do Ladoeiro, criada há três anos, a produção tem vindo a crescer e para este ano está prevista uma produção de cerca de 110 mil litros de azeite, que “será a maior produção de sempre”, admite Joana Rossa. A qualidade do azeite da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Ladoeiro – foi reconhecida e certificada pela União Europeia com Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) - “Azeite da Beira Baixa”.
De volta... ao exercício
Hoje voltei ao ginásio! Há praticamente três semanas que não punha lá os pés. Foi o stress dos dias que antecederam a operação da mãe felina, foi o stress durante a semana em que ela esteve no hospital, foi o stress do meu aniversário, enfim... entre trabalho, hospital, e milhentos afazeres, o ginásio perdeu o lugar nas minhas prioridades. Mas hoje voltei e a certa altura lembrei-me da frase do John Stewart "I feel alive!" Pois foi mesmo isso que senti na aula de localizada com uma professora nova. Uma mulher do norte, corpulenta que metia respeito (ui se metia), mas sempre sorridente e a puxar pela rapaziada. E foi pesos nos tornozelos, pesos nos braços, agachamentos, abdominais com fartura, enfim... não havia parte do corpo que não sentisse.
Senti-me dona do meu tempo e com a maravilhosa sensação de estar novamente a tomar conta de mim. Desengane-se quem pense que faço exercício apenas para ficar com a barriga lisa, é isso e para ajudar a cabeça a ficar no lugar. E acreditem que fica.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Parabéns à produção nacional
Hoje não se falava noutra coisa. E em tempos de crise é sempre bom ver algo português nas bocas do mundo pelas melhores razões. Ontem à noite, em Nova Iorque, o Emmy para melhor novela internacional veio direitinho para a co-produção da SIC com a TV Globo "Laços de Sangue", uma proeza conseguida pelo segundo ano consecutivo, já que no ano passado o mérito coube a uma produção da TVI. A prova de que há muito talento por terras lusas.
domingo, 20 de novembro de 2011
E que belos repastos tive este fim de semana...
O dia de anos foi muito bem passado entre o carinho e mimo de colegas e amigos, entre os muitos telefonemas, beijos e abraços, entre dezenas de mensagens e presentes, mas representou também o início de um fim-de-semana carregadooooo de calorias, milhares e milhares delas!!! A minha querida Filipa Vacondeus, que à 6ª feira cozinha no programa, quis presentear-me não só com um livro assinado, mas também por três sobremesas feitas em direto a pensar no meu dia de aniversário. Há lá prenda mais querida e deliciosa?!!! Não! Mas como não sabia o que me esperava, fiz questão de levar para o local de trabalho um bolo de chocolate com morangos, que estava de chorar por mais. Uma bela fatia que assentou na perfeição com os ovos verdes que tinha almoçado (ui o crime que isto foi!) Pensei que um dia não são dias e toca de ir com o meu rapaz experimentar o Darwin, o restaurante da Fundaçao Champimaud, bem situado à beira rio, onde me regozijei com o bacalhau com broa e amêndoa. (Claro que a caminho de casa tive que abrir, discretamente, o primeiro botão das calças, o que não é nada bonito!)
Sábado, o jantar foi com amigos, e escolhi um local recente, o Riso 8, (antigo Luca, na Rua de Santa Marta) e a escolha não podia ter sido melhor. Comida ótima e saborosa, empregados atenciosos, e uma qualidade / preço já difícil de encontrar nos dias que correm. O jantar decorreu numa sala privada, por isso apesar de ser um jantar de amigos com 20 pessoas, conseguiu-se na perfeição um ambiente intimista, longe do barulho de outras mesas. Escolhi o bife angus com molho de caril e manga com batatinha nova e estava maravilhoso! Recomendo mesmo. Para terminar a refeição o bolo de aniversário era deliciosamente composto por folhado de amêndoa e canela.
A única coisa que abonou a meu favor? Ter acabado a noite no Lux a dançar. Para quando um fim de semana destes novamente? Só para o Natal, até lá estou oficialmente de dieta!!!!!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Uma tarde de trabalho diferente...
foi a que tive hoje. Bastou o Mac de estimação, o wireless do Hospital da Cruz Vermelha e a tarde passou num instantinho a trabalhar ao lado da mãe. Enquanto terminava textos e enviava e-mails assistia a um entra e sai silencioso de enfermeiras, ora a trocar a medicação, ora a ver como estava a perna, ora a perguntar se estava tudo bem. Todos os hospitais deviam ser assim, tranquilos, sem pessoas amontoadas nos corredores a sofrer à espera, e com os profissionais de saúde a terem tempo para dedicar aos pacientes. O mundo seria bem melhor.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Habemus euro!
A coisa não se dá logo à primeira porque assim não tem piada, não se dá logo à segunda para manter o suspense e depois à 3ª, e só porque é mesmo a última hipótese, toca de fazer o melhor que se sabe. E tomem lá 6-2! Tipicamente português, este sofrer até à última.
Mas o que interessa é que estamos no Euro 2012, e a meu ver o europeu não tinha metade da piada sem nós...
Mas o que interessa é que estamos no Euro 2012, e a meu ver o europeu não tinha metade da piada sem nós...
Inquietações
Desde a semana passada que a inquietação tem sido minha companheira por mais que não queira. Pensamentos menos bons ganharam lugar contra a minha vontade, e as lágrimas caíram quase sem esperar. Pensei tantas vezes em como adorava controlar os pensamentos, levá-los para onde me desse jeito. Mas não, os sacanas estavam ali para incomodar... E eu a fazer-lhes frente, e eu a tentar ignorá-los, e eu a tentar não ser irracional, e pronto, quando o copo enchia, era inevitável a lágrima. E pensava não posso é chorar à frente dela porque, se ela nota a minha tristeza e a minha insegurança, sente-se pior e isso é que não pode ser. O que me controlava, meu Deus! E isto tudo porquê? Porque mamãe felina há muito que tinha que ser operada, pôr uma prótese no joelho, pois a mobilidade dela corria riscos, e as dores já eram mais que muitas. E pronto, o dia foi hoje. E a cirurgia correu bem. Agora vêm ai alguns dias de dores, semanas de fisioterapia, mas é o caminho necessário. Porquê tanto receio, perguntam vocês? Porque quando se perde um pai de um momento para o outro, de ataque cardíaco, passa a ser real o facto de tudo poder acontecer. Inesperadamente, sobretudo. Desvanece-se a questão de que acontece só aos outros, de que os pais são imortais e que a vida é sempre justa.
Já se sabe que sofrer por antecedência não resolve nada, nada mesmo. Já se sabe que por mais que a vida já tenha pregado partidas, há que aprender e crescer com elas, já se sabe que não se pode deixar que o medo nos paralise e não nos deixe viver. Tudo isto eu já aprendi. Mas também que revejo no ditado popular que "quem não se sente não é filho de boa gente". E neste capítulo sou muito abençoada.
Depois de uma semana de inquietações, a verdade é que tenho mais um aniversário à porta, e fica a promessa que vou ser mais assídua na escrita do que tenho sido nos últimos tempos...
Depois de uma semana de inquietações, a verdade é que tenho mais um aniversário à porta, e fica a promessa que vou ser mais assídua na escrita do que tenho sido nos últimos tempos...
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