sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Previsões do Borda D`Água

Porque o povo diz que não falha, segundo o almanaque Borda D`Água:

- 2012 será um ano magnífico, (e eu acredito nisto, acredito mesmo, chamem-me louca, chamem-me otimista, chamem-me o que quiserem)
- o homem com espírito criativo produzirá a mudança;
- valorização da liberdade e da dignidade humanas;
- Primavera temperada;
- Verão muito quente;
- Outono ventoso;
- Inverno frio, (o que equivale a dizer que as estações do ano não vão andar doidas!)
- fisionomia de quem irá nascer neste ano: pessoas altas e magras, pele clara, boca pequena com lábios grossos, testa redonda, sobrancelhas fins, dentes brancos e direitos, nariz elegante- pessoas de forte personalidade e bem disposta,

e termina o juízo do ano com uma mensagem de esperança: "Estimados leitores procurem superar todas as dificuldades e amarguras da vida com um sorriso de esperança. A vida tem sentido quando o sentido è a vida. Nunca olhar para trás, seguir sempre em frente sem medos e sem hesitações será o lema de 2012."
A figura de um metereologista de 1929, ano que nasceu o almanaque

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estava parada no sinal e começo a ver o jipe à minha frente a descair vagarosamente, depois a descair com um pouco mais de velocidade e ai já o meu instinto faz com que carregue ininterruptamente na buzina, mas de nada serviu, só parou quando ouviu BUM. Fiquei a pensar no bonito serviço. Abro a porta, saiu do carro e digo:
- Boa noite. Não ouviu buzinar?
- Ouvi, mas não pensei que fosse para mim! Foi você que me bateu certo? Diz o homem de meia idade, com pronúncia angolana.
- Desculpe?! Só pode estar a gozar, acha que eu lhe buzinava caso tivesse batido? Acha que faz algum sentido?
- Pois não sei, mas que eu não senti o meu carro a andar, isso não senti.
- Não sentiu, mas andou, tanto que é só olhar. Mas não há problema que a polícia resolve.
Ligo para a polícia e ligo para a minha amiga M. que estava perto, pois o "acidente" deu-se mal sai do trabalho. Ela chega primeiro que a polícia. Está um frio de raxar, e não controlo o riso quando a vejo. Conto-lhe que  o condutor  deixou descair o carro,  e acredita que possa ter sido eu a bater-lhe. Somos interrompidas.
- Está frio, estamos aqui à espera da policia e eu ia buscar o meu amigo ao aeroporto e já estou atrasado! O melhor é dizer-lhe para vir aqui ter. Mas não sei explicar onde estamos. Fiquei a olhar para ele, a conter o riso, mas já com alguma pena sem perceber bem porquê, e disse:
- Mas nós estamos a um minuto do aeroporto, como é que nãos sabe onde estamos?
- Não sei não. Mas alguma de vocês sabe explicar para o meu amigo vir cá ter de táxi?
M. diz:
- Dê cá o telémovel que eu explico ao seu amigo, sem problema nenhum.
Entretanto, o meu telémovel toca:
- Amor, onde estás?
- Na rotunda, mal se sai do trabalho, um carro andou para trás no sinal, bateu-me e não é nada grave, mas estamos à espera da policia. 
- Já ai passo.
O Manel chega, chega o amigo do condutor de táxi cheio de malas, com a mulher ao lado, e chega a polícia. O circo está armado, portanto.
- Então que se passa? Pergunta o agente já a rir. 
Eu explico, o condutor explica e diz esta proeza.
- Ela buzinou, buzinou, buzinou mas eu não a ouvi. 
- Até que o senhor lhe bateu, sem querer, foi isso? Diz o agente.
- Não, eu acho que deve ter sido ela a bater-me!
Nem eu, nem o Manel, nem os dois policias contivemos o riso.
Exaltado estava o Amigo vindo do aeroporto.
- Eu tenho negócios a fazer, e estamos aqui por causa de um toque insignificante. Eu venho de França e lá isto já estava resolvido. Isto só pode ser a gozar.
-Acalme-se homem, diz o policia.
- Acalmo-me? E vira-se para mim .O negócio que tenho para fazer vale não sei quantas vezes o seu carro, percebe?
- Percebo, mas como deve entender eu não tenho nada a ver com isso, fale antes com o seu amigo.
O polícia chega-se mais perto de mim e diz-me:
-  O que pretende fazer?
- O que achar melhor, o sr. agente é que é a autoridade, mas claro que isto não é nada grave e prefiro ir pela declaração amigável.
- Abra o capô do carro, para eu ver se há danos. Depois de ver sussurra-me - você tem razão e ele sabe disso, mas não é possível provar que ele descaiu com o carro e que andou para trás, percebe?
- E o que é que faço?
- Isto não foi nada para dentro, a única coisa que está amachucada é a chapa da matricula, não me parece haver mais nada sinceramente, e uma matricula nova custa-lhe 10 euros.
- A sério, uma matricula custa só 10 euros? Chega a ser ridículo estarmos aqui.
- Sim, sim! Se ele lhe der esse dinheiro nem se chateie mais.
Enquanto o amigo cheio de malas de viagem, continuava a falar alto a dizer que tinha um negócio para fazer. O policia interrompe:
- Isto pode resolver-se sem problemas. Realmente a matricula foi toda para dentro, mas não me parece que haja mais que isso.
- Diz o homem de negócios, tipo novo rico angolano. Se o problema é dinheiro, isso não falta. Saca de um envelope cheio de notas. Quanto é?
- Parece que basta apenas 10 euros. Digo a rir.
- Ai é? Até parece desapontado. Então tome lá...
- Aceito a nota. Ele pede-me desculpa pela axaltação. A mulher dele pede desculpa também e deseja bom ano, a mulher do condutor que até então não tinha saído do carro, sai para me desejar Bom ano. Eu retribuo. Digo ao marido dela que da próxima vez que ouvir buzinar que preste atenção, pois ninguém buzina por divertimento. Os policias riem-se, divertidos, desejam bom ano a eles, desejam-me bom ano a mim. Eu retribuo. E acaba tudo bem disposto.
Com tudo isto, não fui à minha aula de Pilates, e isso é que foi realmente uma chatice!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O novo filme do sr. Polanski tem que se lhe diga! Vim hà pouco da ante estreia no UCI e entre gargalhadas e momentos de reflexão, Carnage (ou em português, o Deus da Carnificina) mostra bem o quanto um acontecimento fácil de resolver pode fazer estalar o verniz num ápice e tornar tudo irracional.  Com a verdade a vir ao de cima, como sempre.
As interpretações de Jodie Joster, Kate Winslet, Cristoph Waltz e John C. Reilly são de excelência, mas outra coisa também não era de esperar.

Ainda não tinha dito...

que pior do que o kit Barbie (com direito a tiara e tudo!) da Teresa Guilherme na gala da casa dos segredos no Domingo foi o vergonhoso episódio de ontem no Peso Pesado, em que se convidou um concorrente (sem lhe explicarem porquê) para em direto o expulsarem de forma repugante. Triste, muito triste mesmo. 
Isto do vale tudo irrita-me à séria.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O clássico e o otimista

Por estes dias fico deliciada a olhar para a televisão cada vez que passam. Ambos, apesar de diferentes, transmitem-me humanidade, MUITA. E arrepiam-me à séria!




E sim, há muitas razões para acreditar num mundo Melhor! 
(E é por estas e por outras que eu adoro a Coca-Cola. Obrigada  pela ideia e pelo spot em várias línguas!)

domingo, 25 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

A minha conversa com o Pai Natal!

Minhas queridas e meus queridos esta época natalícia faz com que o meu tempo escasseie. Logo eu que tenho a mania que consigo fazer tudo, quase que dou em doida! Mas a verdade é que esta foi uma semana em que estive com o PAI NATAL! Sim, estive com ele num programa de televisão! E não resisti, quis saber histórias de meninos e meninas. Esta minha curiosidade também é qualquer coisa... E perguntei-lhe:
- Em tantos anos a ouvir histórias deve haver muitas que o marcaram.
- Sim, houve, diz sorridente.
- Conte-me  só uma... (digo eu a parecer uma criança)
E começa ele, calmamente.
- Há pouco tempo tinha um menino sentado ao colo e perguntei-lhe o que é que ele queria receber no Natal, e ele não me queria responder.
- Não queria?!
-Não. E percebi logo que havia ali alguma coisa. Insisti e responde-me que nem aos pais contava. Que não contava a ninguém, faltava-lhe coragem... Insisti novamente dizendo-lhe que como Pai Natal guardava segredo e tinha que cumprir com a minha palavra...
- E ele disse-lhe? (pergunto já com uma certa ansiedade)
- Disse. Disse-me: Pai Natal o que eu quero mesmo é uma Barbie...
- Uma Barbie?!
- Sim! Ele queria uma Barbie e apesar de ser pequenino percebia que isso era algo errado à vista dos outros, por isso não tinha coragem para pedir. Imagine...
- E como é que reagiu?
- Com ele, normalmente, disse-lhe que ia fazer tudo por tudo para poder dar-lha. Mas fiquei sobressaltado, porque quis perceber de imediato com quem é que ele estava, para poder falar com os familiares e explicar-lhe a angústia e tristeza dele. E isso, infelizmente não consegui! 

Claro que este senhor é realmente alguém com dom para ser Pai Natal. Chama-se António, tem 70 e poucos anos e desde Junho que deixa crescer a barba e o cabelo para que as meninas e os meninos que se sentam ao colo dele no Colombo, acreditem na magia da época. Tem um tom afável e nota-se que se preocupa com os outros, em sintonia com o que deve ser a época natalícia.


A todos um Feliz Natal!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Gosto tanto tanto!

Se hoje não tivesse um jantar de Natal com uma grupeta do trabalho bem animada estava sentadinha no CCB a ouvir, entre muitos, este senhor... que vai  partilhar o palco com amigos  num espetáculo com o mote "É que Narciso acha feio o que não é Espelho".