terça-feira, 6 de março de 2012

A fábrica de chocolate alentejano

Quando há sete anos Célia Dias e o marido fizeram uma viagem à Bélgica nunca pensaram que esta poderia mudar o rumo das suas vidas. O desejo que ter um negócio próprio já existia, mas como ele era engenheiro e ela assistente social, a necessidade de mudar de vida não se tornava urgente. Mas na Bélgica, a ver as lojas de produção própria, a paixão pela arte de fazer chocolate falou mais alto. Voltaram com a vontade de experimentar e ousar. Começaram a fazer em casa para familiares e amigos, que durante dois anos foram alegres cobaias. Muitos diziam que eram doidos porque no Alentejo vendia-se bem queijo, pão, chouriços mas nunca chocolate, que ainda por cima não é um bem de primeira necessidade. 
Trocaram o certo pelo incerto e a fábrica Mestre Cacau (hoje já com loja) surgiu em 2005. Um nascimento no seio do Alentejo esquecido. "Nós somos daqui e é aqui que faz sentido". E parece que faz mesmo porque de Beja partem atualmente chocolates para a Roménia, Polónia, Espanha, e Célia diz-me que está em fase de negociação com a Holanda e Alemanha.
Tudo porque na Mestre Cacau a oferta é tão deliciosa quanto original.  O medronho, alecrim, azeite, aguardente da Vidigueira são alguns dos sabores alentejanos que Célia juntou ao chocolate para criar a coleção Alentejo. Um sucesso! E a seguir veio a Sugar Bloom com rebuçados de pétalas de rosa, canela e alecrim, entre muitos outros doces e compotas com chocolate.
Ei-los de Beja para o mundo...











Fique a conhecê-los melhor aqui!

domingo, 4 de março de 2012

A bendita globalização...

Esta coisa da globalização é maravilhosa! Já de pijama acabo de pôr a conversa em dia com a minha grande amiga Catarina, que me ligou a caminho das aulas de mestrado. Para ela são 10 da manhã e já é 2ª feira! É o que faz estar na Austrália!

O Lucas!

Hoje salvei o Lucas e só por isso ganhei o dia! Estava desaparecido há quase uma semana. Saiu de casa e não encontrou o caminho de volta.  Soube depois que o Lucas tem 15 anos (uma idade já considerável para um cão) e por isso sofre do coração e de uma cegueira parcial. Os donos já tinham perdido a esperança de o encontrar, inclusive tinham dado baixa do chip ao veterinário.
Encontrei-o quando fui até ao campo ver se as minhas oliveiras estavam a sobreviver à escassez de chuva (e por enquanto estão)! Quando e onde menos esperava encontrei o Lucas a tremer, aninhado em palha, sem se conseguir levantar e eu sem perceber porquê (tal era a fraqueza). Como na aldeia, todas as noticias passam pelo café fui até lá para pedir ajuda, e foi então que me disseram que "a família do Francisco que veio há pouco tempo de Londres trouxe um cão já velhote que está desaparecido há uns dias. Só pode ser o mesmo cão. Sabes quem é o Francisco, não sabes? É aquele rapaz que mora ao cima da rua..." E pronto. Cão e donos reencontraram-se. E foi ver uma felina feliz.

sábado, 3 de março de 2012

Os sabores e a vista do Panorama

Gosto de jantar fora, das conversas que acontecem à volta de uma mesa, da intimidade, da partilha, e da descoberta de sabores. Ontem fui jantar com uma das minhas melhores amigas ao Panorama. Deixamos os rapazes em casa e decidimos apreciar a criatividade e simpatia do chefe Leonel Pereira, que nos recebeu com a sua boa disposição. Nascido no Algarve é um homem do mundo, despretensioso, que gosta do que é genuíno. Fez questão de confeccionar um menu de degustação a pensar em nós. Nós agradecemos a amabilidade e confiamos a 100%. O resultado é o que se segue. Cada prato é uma obra de arte, ora com inspiração no campo ou no mar. 
O último andar do Sheraton é um sítio acolhedor e com uma vista sobre a cidade de cortar a respiração. Tem todos os ingredientes para momentos memoráveis.

A vista sobre Lisboa é absolutamente magnífica. Para mim, a melhor da cidade.
Capoeira
Sabores da Terra
Maresia 
Biodiversidade
Salmonete e citricos
Vitela de leite em "Sabores de Inverno"
Fofo de amêndoa com gelado de rosas e espuma de alfazema
Parfait de dois chocolates com geleia sólida de morango
Para terminar, chá de jasmim.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Comecei! Comecei ontem o que há muito estava para fazer. Dar tempo a quem mais precisa.  Sai do trabalho um pouco mais cedo do que o habitual e à hora combinada estava no local onde há duas semanas tinha estado em reunião para definir como seria o meu voluntariado. A porta abriu-se e depois de alguns cumprimentos entregaram-me a N. "Ela apresenta-lhe as crianças e diz-lhe como tudo se processa". E assim foi. Uns mais envergonhados que outros, os habitantes de palmo e meio da casa lá se foram apresentado. Nem demorou 10 minutos para estar com três deles no chão a fazer puzzles e a jogar mikado, entre muitas gargalhadas. Rapidamente chegou a hora de jantar e enquanto a criançada jantava,  os bébés precisavam de se deitar. Pego em B, que com poucos meses não estranha o meu colo. Aliás acho que ela adora tanto colo que não se chateia com nada à volta. No sofá ao lado uma voz, meio tímida, pergunta-me "É mãe?"Respondo com um sorriso "não, não sou." Percebo que fica surpreendida e que está curiosa por saber a minha idade. "Tenho 34." E já mais à vontade S. diz-me "É eu que fui mãe aos 14! Veja lá como é a vida. Uns cedo demais, outros tarde." Sorri e apeteceu-me explicar-lhe as minhas razões e que não, não achava nada tarde mas olhei para ela, hoje com 15 anos, com uma filha com uma deficiência nos braços e achei que não fazia sentido dizer que sempre quis viver ao máximo a minha juventude, que sempre que pude, e posso, gosto de viajar, que sempre tive como prioridade os estudos e depois o trabalho, e que agora apesar de ter um homem que adoro e que me adora ainda não me sinto preparada para ser mãe. Nada disto, para uma miúda de 15 anos que já é mãe e me diz que a família não a pode ajudar e que tem os irmãos à espera de adoção, pareceria  razoável. E eu queria tudo, menos parecer uma cabra egoísta.
Chegou o momento de deitar os bébés e quis ajudar. "Agora é preciso mudar a fralda", ouvi. Upsss, ora ai está uma coisa que nunca fiz! E decidi ser verdadeira. "Eu adorava trocar as fraldas, mas não sei se sei. Tem que me ensinar." E foi assim que S. de 15 anos, me explicou prazenteiramente como se deixa um bébé feliz e de rabinho limpinho antes de ir dormir! Um não, três!
Com estes a dormir, os mais velhos esperavam por mim. Queriam ouvir uma história. Afinal era para isso que eu ali estava. Aliás, foi por isso que decidi ir. Para contar histórias. Para fazê-los sonhar. E acreditar que a magia existe. Eu que, fui uma grande privilegiada e, tive um pai que até ao início da adolescência que contou sempre mil e uma histórias antes de adormecer, achei que podia pelo menos uma vez por semana, fazer o mesmo, a quem não tem pais por perto para as contar. Contei as aventuras do coelho Félix que viajou pelo mundo. Eles foram dormir sorridentes e eu vim para casa de sorriso estampado na cara e com o coração cheio.
É maravilhosa esta sensação de darmos de nós e de perceber que às vezes é preciso muito pouco para fazer grandes diferenças. Pode ser um cliché, eu sei, mas é bem verdadeiro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Óscar para diva(s) da noite vai para...

Gwyneth Paltrow em Tom Ford  pela simplicidade ousada que lhe dá glamour

Emma Stone em Giambattista Valli porque está linda de morrer! Este vestido é qualquer coisa
Michelle Williams porque escolheu um Louis Vuitton que lhe fica a matar e lhe anima a tez pálida

Milla Jovovich em Ellie Saab porque está deslumbrante