domingo, 29 de abril de 2012

La Serena

Em Janeiro de 2010 estávamos sentadas num café lisboeta quando me diz "estou a pensar ir embora, sair daqui. Estou a pensar ir viver para a Austrália. O que achas?" Bebi mais um gole de chá e respondi-lhe "sabes que sou uma apologista do verbo ir e ainda mais do arriscar. Se é isso que queres, sabes que me vais fazer falta, mas penso que deves ir." E foi, foi em Setembro desse mesmo ano viver para Sidney. Não, não estava desempregada. Não, não sofria de nenhuma espécie de dificuldade financeira. Foi porque sentia necessidade de aventura e com o pretexto de melhorar o inglês e tirar um mestrado na área em que já era profissional. 
Entre aulas de surf em Bondi beach, viagens pela Austrália, várias mudanças de casa e muitas festas com amigos de várias nacionalidades penso que o inglês melhorou mais fora do que dentro das aulas. Por isso, só depois de um ano e meio disfarçadamente sabático, entrou no inicio deste ano para um mestrado em Adelaide. Mas não estava a morrer de amores pelo mestrado mas sim pelo Pablo, um argentino com quem começara a namorar há uns meses e que entretanto teve que ir trabalhar para o Chile. A viver a milhares de kms de distância, a saudade apertava cada vez mais. Ou ele vinha ou ela ia. Foi ela, desistiu do mestrado, o que até foi um gosto, e poucos dias depois aterrou em La Serena, no Chile onde vive agora!, há cerca de umas semanas.
La Serena
Se vai dar certo?! Não sei e ela também não! Mas uma coisa tenho a certeza: nunca olhará para trás a pensar se devia ou não ter tentado. Não viverá de ses, se tivesse ido, se tivesse feito, se tivesse arriscado... É verdadeiramente corajoso sair da zona de conforto e a minha querida amiga C. sai sem o menor problema.

That´s it!




sábado, 28 de abril de 2012

Ontem num jantar de aniversário, o meu rapaz em amena cavaqueira com um dos convidados pergunta:
- Então agora o que andas a fazer?
- Estou a realizar A tua Cara não me é Estranha.
- Não estou a ver que programa é! (e garanto-vos que não estava a gozar!)
- É na TVI e passa ao Domingo à noite...
- Haaa, ok! (E mudou de assunto porque continuou na mesma, sem saber)


Juro que às vezes penso que o meu rapaz deixou a nave escondida algures...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viva a Liberdade! 25 de Abril Sempre!

Comecei a manhã facebookiana a ler um post ignorante de um conhecido da minha idade (ainda por cima) a dar vivas a Salazar e a dizer que hoje se comemorava um dia triste, que tinha estragado a pátria. Respondi a este grande fofinho que nem sabia a grande sorte que tinha em poder exprimir-se. Porque no tempo do outro senhor, era coisinha que lhe sairia cara! Mas pronto... não sei se percebeu.
Independentemente da ideologia política, e eu respeito todas, custa-me assistir a pessoas que não respeitam o 25 de Abril. Revolução que resultou de uma geração que lutou para fazer a diferença. Eu nasci três anos e pouco depois, já com direitos adquiridos. Não sei o que é lutar para dizer o que penso, lutar para ter liberdade, lutar para ter acesso ao mundo. E agradeço por isso.
Viviam-se tempos obscuros e muito pobres, de espirito e não só, antes de 74.  Por isso, custa-me ver gente que nunca se viu privada de nada, dar vivas a Salazar! Pois bem, para todos esses cheios de saudosismo e que consideram as ditaduras algo bom, tenho uma boa noticia a dar: elas não acabaram! Ainda existem! Por isso, podem sempre emigrar para a Coreia do Norte, Cuba ou Irão! Lá vivem-se ditaduras bem jeitosas e podem ir provar-lhes o gosto! Se gostarem, depois sim, venham cá dizer umas coisas.
Quanto a mim, tenho pena de não ter  a minha companhia prefererida (o meu pai) para ir descer a Avª da Liberdade, como fizemos tantos anos juntos. Um homem único que me soube passar a importância e o valor da Liberdade!

terça-feira, 24 de abril de 2012

A morte de Miguel Portas apanhou-me completamente de surpresa. Um homem de convicções, fiel aos seus ideais que parte quando ainda tinha muito para dar.

Portas com Arte

"Elas não são entradas virtuais, são apenas antigas e esquecidas. Estas portas são lojas abandonadas, espaços em ruínas que agora assumem uma nova vida, com o objectivo de sensibilizar a população, enchendo as vias de eventos culturais e artísticos. É uma intervenção que não se destina vandalizar ou ser transgressivo com a vida quotidiana na cidade. Apesar de que todo artista sempre tende a ser inovador e "rompe" com as normas pré-estabelecidas, isto é parte da "chamado grito de Ipiranga" que exerce qualquer trabalho sobre o público que a vê."

É um projeto original que está patente na zona velha do Funchal. As portas dão vida a ruas que certamente não a tinham. Criam quadros que nos fazem parar para contemplar, entre lojas castiças, restaurantes acolhedores e bares com tradição. Podem saber mais aqui!











segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ainda não conhecia a Madeira. Parece incrível mas é verdade. Até que este fim de semana fui em trabalho ao Funchal. O tempo não foi muito mas entre reuniões de alinhamento, telefonemas e escrever o que faltava para a Festa da Flor deu para passear alguma coisa e rir muito (depois espanto-me que a quantidade de rugas não pare de aumentar mas isso é outra conversa)! Como sou pessoa que gosta de uma boa galhofa basta juntar uns companheiros de viagem piores que eu e dá-se um caso sério de boa disposição.
Por isso, entre muita gargalhada, ainda deu para aproveitar e:


dar um passeio pela marina,
apreciar a vista de teleférico,

ficar impressionada com a velocidade dos carrinhos de cesto,
comer um belo de um bolo do caco,

provar a poncha,

assistir a um bailinho da Madeira,
ver o desfile da festa da flor...




terça-feira, 17 de abril de 2012

"Da Rua para o Palco"


Marco Di Camillis cresceu num bairro social, o Via Donna Olimpia em Roma. Em criança praticava boxe tal como os irmãos e, não pensava sequer ser bailarino.  No bairro onde vivia, as crianças brincavam na rua e já naquele tempo havia muitos jovens que não faziam nada e passavam a dia todo no café. O Marco sabia que não queria ser assim.
Um dia por acaso e porque um dos irmão  namorava uma bailarina, foi a uma aula de dança, gostou e a professora disse-lhe que tinha jeito. Estávamos no fim dos anos 70 e princípios de 80, a época do Fame. Começavam também a aparecer as primeiras discotecas e Marco pensou, porque não, dançado melhor, sempre fazia uma grande figura junto das raparigas. Mas, não foi bem assim, a professora inscreve-o para uma audição que correu bem e foi admitido na Academia Nacional de Dança Clássica em Itália. Começou aqui o seu percurso como bailarino. Um percurso cheio de sucesso que passou por Los Angeles.
Hoje é um coreógrafo que dispensa apresentações. Mas porque não se esqueceu de como tudo começou, foi à procura de talento onde escasseiam as oportunidades, nos bairros sociais! Uma ideia que deixou amadurecer durante três anos para dar inicio à procura de apoios e patrocínios.
“Da Rua Para o Palco” teve inicio em fevereiro deste ano. Marco já deu workshops de dança a quase 300 jovens em 10 localidades com bairros sociais na Grande Lisboa. Percebeu quem tinha talento e a quem faltava apenas uma oportunidade de o demonstrar. Estão praticamente escolhidos os bailarinos que dia 19 de Julho vão subir ao palco do Teatro Maria Matos para mostrar do que são capazes. Eu conheci alguns deles, quer dizer delas, que são a maior parte. E foi bonito ver e ouvir a gratidão de todos. Faltam mais projetos assim.

domingo, 15 de abril de 2012

Pode ser um par de cada, sff!

Se há coisa que me deixa feliz é ver sapatos bonitos e baratos! Invade-me uma agradável sensação de alegria tão boa quanto rara. Este fim de semana tive um desses momentos. Quando menos esperava, ao sair de um supermercado os meus olhos deparam-se com uma nova loja, a Mary Paz. Saltaram-me logo uns quantos pares de sapatos à vista. Com saltos altos e "seguros" como tanto gosto. E todos eles entre os 20 e 30 euros. Adorei estes: