quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Começaram os mimos :))


Hoje quando cheguei do almoço tinha em cima da minha secretária o livro Parto Feliz da obstetra Marcela Forjaz e uma caixa de chocolates da famosa casa portuense Arcádia. Mimos assim fazem maravilhas a uma mulher grávida! 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Em estado de graça!!!

Há muito que ouvia: "então quando é que pensas ser mãe? Só faltas tu!!!" ou então "não se percebe, tens trabalho, tens o Manel, já tens idade porque é que não avanças para uma gravidez?" ou ainda "se estás à espera que isto melhore para engravidares, esquece, mais vale teres porque o tempo passa e depois arrependeste!" De há uns anos para cá oiço de tudo. Umas vezes em tom de brincadeira, outras mais a sério, a verdade é que quando o tema é bébés, é certinho como o destino que o meu nome está no meio. É o preço a pagar por ter 34 anos (quase a fazer os 35) e ter grande parte das amigas com filhos (graça a Deus ainda tenho algumas sem, mas muito poucas), o que me fazia um ser semelhante a uma ave rara! Os tempos evoluem, as mulheres emancipam-see mas a verdade é que ser mãe continua a principal razão de existência da maioria das mulheres, e se alguma pensar fora da caixa, estranha-se.
Quanto a mim, tenho que dizer que sempre pensei em ser mãe mas nunca pensei foi nisso como uma prioridade. E isso causava estranheza. O meu relógio biológico nunca bateu descompassado, e eu sempre brinquei com isso. Dizia para não se preocuparem porque o do Manel batia por dois!
Quando me inquiriam sobre os porquês eu arranjava desculpas válidas como a realização pessoal, as experiências e viagens ainda por viver, a instabilidade dos recibos verdes, o futuro da RTP... e não mentia, sempre achei que ter um filho seria a maior das minhas responsabilidades, e isso é algo que não se tem de ânimo leve. Mas o destino é pródigo e age quando chega a hora certa (acredito eu porque em dias troikianos ser mãe parece semelhante a uma aventura de trapézio sem rede).
Estava no Sudoeste quando num dos intervalos dos concertos vou com uma grande amiga comer qualquer coisa! Bastou chegar perto das roulotes dos cachorros, hamburguers, kebabs e afins para ficar com um enjoo daqueles, aliás há já uns dias que me sentia enjoada, diferente, mas não tinha dado grande atenção. No Sudoeste a dúvida instalou-se, será?! Quando cheguei a Lisboa o teste de gravidez foi explicito: SIM, estás grávida, chegou a altura! As lágrimas começaram a cair sem contenção. Era um misto de emoções: entre a apreensão, o receio e o sentir-me feliz e abençoada.
Depois vieram as análises, os enjoos, o sono e sobretudo o guardar para mim algo que me apetecia partilhar com o mundo. "É prudente aguardar pela primeira ecografia para dar a notícia", disse-me o médico. Acatei o conselho. Até esta semana. E as reações foram tão maravilhosas, tão reconfortantes, tão queridas e emocionadas que me senti o ser humano mais acarinhado à face da terra. Aliás, nós sentimo-nos porque a partir de hoje é oficial: dentro de mim batem dois corações! :))

Não vi o filme no cinema mas muito em breve preencherá uma noite de cinema a dois cá em casa.




domingo, 23 de setembro de 2012

O senhor da frente...

Comovem-me as coisas simples (das lamechas nem vale a pena falar). Às vezes basta uma expressão triste na cara de um desconhecido, duas crianças de mão dada, um casal de idosos a dar um beijo para ficar ali especada, uns momentos, a observar e a imaginar que vidas  estão por trás daquelas caras...
Hoje nem lhe vi a expressão. Estava sentado na mesa à minha frente, sozinho, a beber uma cerveja e a comer um pão com chouriço. Percebi que já passava a casa dos 70 e era um benfiquista vestido a rigor, com chapéu e casaco a condizer. Mas sobretudo era alguém sozinho numa esplanada de jardim Domingo à tarde. Havia ali solidão... 
Pensei de imediato que tinha que ir trocar dois dedos de conversa. Mas não queria parecer intrusa nem mostrar que sentia pena ou algo que se parecesse. Demorei um pouco até arranjar um pretexto que fosse engraçado. "Boa tarde, desculpe incomodá-lo mas olhei para si e pensei logo que seria a pessoa ideal para me dizer a que horas joga logo o nosso Benfica com a Académica." Foi o mote para o sr. Zé me dizer as horas do jogo e dizer que era capaz de não ser um jogo fácil mas que estávamos com uma boa equipa, para depois me contar que ao longo dos seus 74 anos já tinha assistido a grandes performances do glorioso. "Sabe, eu sou do tempo em que ia ao estádio ver o Eusébio jogar, isso não se esquece!" Gostava de falar. Falou-me das antigas glórias, do Benfica doutros tempos, e da equipa atual. Toda eu era ouvidos. 
A conversa durou uns largos minutos. Despedi-me agradecida pela preciosas informações e com a sensação de que um gesto simples pode fazer a diferença na tarde de alguém.

sábado, 22 de setembro de 2012

Welcome Autumn

É oficial: vêm ai as aconchegantes tardes de Domingo passadas no sofá, as noites à lareira, os casacos de lã, o cheiro a terra molhada, a chuva a bater na janela, as chávenas de chá quente... e eu confesso que, apesar de amar o verão, já estava com algumas saudades!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Acordai

Acabei de ouvir um coro cantar "Acordai" na vigilia em Belém. Uma emoção, apesar de não poder estar lá!





quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bom dia alegria

porque é 5ª feira (e amanhã é 6ª), porque esta música da Bebel é excelente para relaxar e porque simplesmente é melhor ser alegre que ser triste!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A história do abraço entre a Adriana e o Sérgio

A imagem do abraço entre Adriana e o agente Sérgio, tirada na Avª República no passado Domingo, corre mundo mas eu desconhecia a história. Está aqui, com um título bonito, a condizer! :)

domingo, 16 de setembro de 2012

E agora, sr. Passos?

Se há coisa que este primeiro ministro conseguiu foi unir o povo português. Há que dizê-lo. Da esquerda à direita, de pobres a ricos, de novos a velhos, ontem Portugal saiu à rua com uma voz de unanimidade nunca antes vista! Todos a uma só voz quiseram dizer "Basta"! Eu incluída. Porque uma coisa é pedir sacrifícios, e isso os portugueses até compreendem, outra é sufocar até mais não quem já pouco ou nada tem e criar um fosso de desigualdades. 
Mas vamos ao que interessa, depois disto, o que é que vai acontecer? Eu, na minha modesta opinião, aconselhava o sr. primeiro ministro, a vir a público o quanto antes assumir que errou, que errou e que   devido à sua falta de experiência laboral exagerou nas medidas, que realmente tinha falta de noção do efeito que tudo isto ia gerar na vida dos portugueses e assumia que o caminho, apesar de muito duro, não era este. Mostrar-se-ia uma pessoa ponderada e voltaria atrás. Demonstraria com isto que era humano (e não cego e surdo), que errou é certo mas estava disposto a emendar o erro, como acontece a todas as pessoas de bem. Isto é o que eu gostava mas o que vai acontecer é ainda uma incógnita...
Contudo, o que eu penso ser desnecessário (e assumo desde já que não votei no sr. Passos) é irmos para eleições antecipadas, por variadissimas razões. Primeiro porque o país precisa de tudo menos de gastar mais uns bons milhões em campanhas eleitorais, com intermináveis comícios e jantaradas. Segundo, porque olhamos para o outro lado da barricada e não vemos alternativa de peso, a verdade é essa. 
Assim sendo, resta acreditar no poder que o povo deu aos deputados para o representar e pedir  que o exerçam para impedir estas medidas. E que ao impedir esta medidas muitas cabeças não pensantes do governo saiam dele de vez, o que a esta altura do campeonato é inevitável. Falo dos deputados porque o nosso caro PR como já nos habituou, prefere os silêncios prolongados em alturas de emergência, e só lá para o fim da semana que vem é que vamos ouvir-lhe a voz. Enfim... 
Por fim, tenho a dizer que justiça seja feita à polícia que estava ontem à noite na assembleia da República que agiu de forma excecional! Depois de uma manifestação pacífica, que me encheu de orgulho à tarde, foi triste ver na televisão meia dúzia de miúdos, provocadores e ansiosos por desordem,  arrancarem sinais de trânsito e arremessarem pedras da calçada à policia imóvel, que foi um exemplo de paciência e não usou força desnecessária. Gabo-lhes a contenção, a sério que gabo. 

Contudo, por mais difícil que seja, continuo a acreditar em Portugal!



Ontem à tarde na Praça de Espanha foi uma das minhas mensagens favoritas. Porque a culpa não morre solteira e porque só se chega a este ponto por culpa de sucessivos governos desgovernados, sempre com muita impunidade pelo meio... 




sexta-feira, 14 de setembro de 2012

VFNO 2012

Ontem foi um gosto ver as principais ruas da cidade cheias de vida! Do Chiado à Avª da Liberdade, mal se podia andar, tal era a  enchente! Para estacionar demorei uma boa horinha e para andar era a passo de caracol (ainda para mais com uns bons saltos de 12 cms!) Estava um calor daqueles e Lisboa respirava alegria. Por todo o lado havia caras sorridentes, lojas a transbordar, dj`s animados e originais performances na rua que davam um colorido maior à festa e tudo isto fez com que a noite fosse maravilhosa! A verdade é essa! A Vogue conseguiu com um evento gratuito dar ânimo numa altura em que se precisa dele. Porque já diz o ditado que tristezas não pagam dividas e ficar em casa a chorar no sofá não é remédio!
Senti-me simplesmente feliz por ver Lisboa a sorrir! 
A enchente no Chiado




o ator Nuno Lopes como dj num dos quiosques da avenida