domingo, 25 de novembro de 2012

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher


Hoje assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, e sempre que a data se aproxima tento chamar a atenção ao tentar que uma ex vítima de violência doméstica venha dar a cara à televisão. Nunca é uma tarefa fácil, há sempre a vergonha, o medo de retaliações, os filhos na escola que podem ser olhados de outra forma, enfim... as razões são mais que muitas. Mas com a devida antecedência torna-se possível. Este ano conheci a Diana, com 37 anos, que passou poucas e boas nas mãos do ex-companheiro. Depois de estar numa casa abrigo da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) com os filhos conseguiu reconstruir vida. Hoje tem um novo companheiro e é feliz. E a mensagem que eu pretendia passar era precisamente essa, que é difícil, mas é possível sair de uma situação em que a força de um homem prevalece sobre a vontade de uma mulher. Existe, para quem tem coragem de dizer basta, uma luz ao fundo do túnel porque felizmente há instituições com resposta. 
As histórias apesar de diferentes, têm sempre traços comuns, além da violência física existe sempre uma brutal violência psicológica; proíbe-se e consegue-se aos poucos o afastamento de amigos e familiares para que a vitima se sinta cada vez mais isolada e vai-se destruindo a auto estima. Tirando os casos de homicídio os agressores, quase nunca são presos, apanham pena suspensa, pagam uma coima e continuam as suas vidas como se nada fosse. A sensação de impunidade sentida por estas mulheres é enorme, ainda para mais quando são elas as agredidas e as "obrigadas" a mudar de vida e a começar do zero, muitas vezes longe de casa.
Este ano, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, foram assassinadas 37 mulheres! Mais 11 que o ano passado! É arrepiante como podem ler aqui e dá que pensar. Tal como é assustadora a suspeita de que, devido à crise, muitas mulheres com  dificuldades económicas prefiram o silêncio. Por tudo isto, ajude a dar um murro da mesa.

Preveêm-se muitas horas de skype para Doha nas próximas semanas

Chovia copiosamente quando ontem fui levar o meu rapaz ao aeroporto. Nas próximas duas semanas ele vai estar a "gozar" de uma temperatura de 30 graus, a trabalhar neste local bem simpático, no Qatar! Enquanto isso, a grávida estará numa Lisboa chuvosa a enfeitar a casa toda para o Natal! Este tempo está mesmo a pedi-las! Temem-se exageros na decoração. Culpa das hormonas, claro!


Qatar Convention Center em Doha
Doha, capital do Qatar

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Portuguese shoes, of course!

Se há coisa que gosto é de, principalmente em tempos de crise, dar a conhecer pessoas que resistem, não baixam os braços, e levam Portugal além fronteiras pelas melhores razões. E como sou uma felizarda, o meu trabalho permite-me isso.
Numa altura em que se frisa que Portugal produz pouco, há indústrias em que esse pouco é do melhor que se faz no mundo. Que indústria é essa? A do calçado! A par dos italianos que gozam de um melhor marketing e de mais tempo no mercado, a nossa mão de obra e saber não ficam atrás. Há muito que a campanha portuguese shoes tem dado frutos. Segundo a APPICAPS "estima-se que 90% da produção de calçado português seja exportada, o que equivale a 1300 milhões de euros mensais. O calçado português chega a 132 países distintos, nos cinco continentes."
Por isso, comecei a semana a fazer um programa em que convidei quatro nomes que dão cartas no mercado. Foram estes mas poderiam ser outros, porque qualidade nesta área não falta. Convidei o José Correia da Helsar e o Carlos Santos para mostrar que há marcas que têm experiências há décadas e que cada vez mais estão internacionalizadas. Para quem não sabe, a Helsar calçou a irmã e a mãe de Kate Midletton no casamento real; e tanto Jessica Alba como Beyoncé usam sapatos desta marca portuguesa. Por outro lado, Carlos Santos já produziu para a Lanvin e continua a fazê-lo para grandes marcas inglesas e alemãs, sendo a grande aposta agora a marca própria.
Depois pensei que era bom mostrar dois casos recentes de sucesso, casos de quem se aventurou nestes tempos difíceis e foi ai que surgiu a Raquel e o Hugo da Rutz, que apostaram em calçado feito 100% em cortiça com alusão ao artesanato português; e as botas Buenos Aires, uma ideia de quatro amigos, na casa dos 30, que pegaram na ideia nas botas alentejanas, tornaram-nas mais confortáveis, e juntaram ao design as mantas de Monsaraz. 
São casos de excelência que mostram o melhor de Portugal, mas há muitos mais que contornam estes tempos de adversidades.
Helsar




Rutz



Carlos Santos




Buenos Aires


domingo, 18 de novembro de 2012

35!!!!!

Gosto de festejar aniversários! No fundo, todo e qual pretexto para reunir amigos é excelente. Este ano não foi exceção. Ontem há noite éramos 22 à mesa. Durante mais de quatro horas de jantar houve lugar para conversas sem horas contadas, para abraços, beijos, confidências, partilha, gargalhadas. Agrada-me sentir esta energia de estar entre quem mais se gosta. 
Muitos gabam-me a paciência de ano após ano marcar restaurante (o que é sempre uma dor de cabeça), enviar convites diferentes (o que dá uma trabalheira) e escolher um bolo original (por mais simples que seja) mas para mim dificilmente poderia ser de outra forma. Aquela coisa de vou ali jantar e depois quem quiser vai ter ao bar X é muita gira e económica mas não me serve.
Nos dias que correm, em que se fazem telefonemas a correr, escrevrem-se emails rápidos e temos a capacidade de morar ao pé de amigos que passamos meses sem ver, ter tempo de qualidade é um luxo. Por isso, para mim a magia do aniversário está na reunião à mesa, no tempo que se está predisposto a partilhar com o outro, e é sempre uma alegria ver uma mesa cheia. Ontem foi assim, uma noite alegre em que depois de sair do restaurante, já passadas as duas da manhã, ainda me aventurei a ir para o Cais do Sodré, com um grupo de resistentes. 
primeiro aniversário grávida foi assim... divertido e Feliz.




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os energúmenos do costume...

Ver as imagens de violência gratuita daqueles energúmenos (que desconhecem a palavra democracia), frente à Assembleia da República, a atirar pedras da calçada e petardos à polícia durante duas horas, só me fez pensar o quão simpática a polícia foi de os avisar antes da carga policial começar!

Quando o feitiço se vira contra o feiticeiro...

Ricardo Quaresma estava hoje em tribunal devido ao assalto de que foi alvo quando numa famosa madrugada no inicio do ano foi para Chelas, sabe lá fazer o quê com 8000 euros em notas de 500 no bolso, um brinco de diamantes de 25 000 e um relógio de 4000, e... espantem-se não é que acaba por ser assaltado?!!!  Ele há coisas impressionantes...
Indo ao que interessa, estava este querido em pleno tribunal, no papel de lesado, quando soube que a mãe que estava à porta do mesmo tinha sido assaltada por outra senhora de etnia cigana. O rapaz não vai de modas, borrifa na audição, sai, vai atrás da suposta assaltante e pelo caminho bate no policia que tentou intervir! Ora aqui está uma coisa cheia de nível, hein! 
Resultado: acaba preso! Isto é que é uma grande proeza, começar a tarde no papel de assaltado e acabar atrás das grades!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Foi convidada e vem com uma comitiva de empresários alemães. Em seis horas vai visitar a Autoeuropa e participar numa conferência de investidores. Eu, particularmente, não vou modificar o meu dia de trabalho (porque o país mais que nunca precisa que se produza) por causa dela. Desejo-lhe uma ótima, e sobretudo curta, estadia  sr. Merkel, de preferência com muitos investimentos pelo meio porque:

domingo, 11 de novembro de 2012

Eu vou contribuir, como sempre!

Juro que tenho muita dificuldade em compreender as críticas feitas à Isabel Jonet e mais dificuldade tenho ainda em perceber quem diz que por causa das declarações dela não vai contribuir no próximo peditório para o Banco Alimentar! Está tudo doido?!!!  Esta coisa de passar de bestial a besta num ápice faz-me muita confusão. A sério que faz! A senhora (que eu desde já digo que não conheço pessoalmente) tem 20 anos de Banco Alimentar e ajuda, na fase que atravessamos, 300 000 pessoas a ter uma vida mais digna. 
Sentiram-se melindrados por ela dizer que vivemos muito tempo a cima das nossas possibilidades? Que se calhar não podemos comer bifes todos os dias? Que ainda não vivemos na miséria em que a Grécia, que ela visitou recentemente, vive? Tudo isto é mentira, por acaso? Aceito que muitos podem não ter gostado do tom ou se tenham sentido ofendidos por uma qualquer razão. Aceito as diferentes opiniões.
O que não percebo é como 20 anos de competência e trabalho sério de repente não valham nada comparados com umas palavras mal sucedidas. E que por intolerância em relação a elas se deixe de ajudar quem mais precisa. Precisamente, numa altura em que o número dos que mais precisa aumenta diariamente. 
Por tudo isto, no próximo Banco Alimentar eu vou contribuir, como sempre! Ou provavelmente ainda mais!