sábado, 1 de dezembro de 2012

A Dress for Sucess, as Fernandas e a ajuda gratuita às mulheres que mais precisam

Este é um daqueles projetos que faz toda a diferença e que dificilmente me lembraria que podia ser uma ONG. 
Um dia quando assistia a um programa de Oprah, Fernanda teve conhecimento da Dress For Success e decidiu candidatar-se a trazer o projeto para Lisboa. Esta é uma organização sem fins lucrativos criada em Nova Iorque em 1997, com o objetivo de ajudar mulheres com baixos rendimentos a entrarem no mercado de trabalho ao facultar-lhes roupa e aconselhamento visual; e foi precisamente de Nova Iorque que Fernanda Machado recebeu um telefonema a dizer que havia uma outra Fernanda em Lisboa na corrida mas que provavelmente não podia avançar com a candidatura e por isso promoveu um encontro entre as duas. “Nem imagina o meu espanto quando estou no café e vejo chegar a Fernanda Freitas, a da televisão! E foi assim que eu segui com o projeto e o trouxe para Portugal e a Fernanda Freitas ficou a madrinha porque tinha à porta o ano europeu do voluntariado mas claro que tem sido uma ótima ajuda.”
Desde Janeiro que Fernanda Machado, 37 anos, presidente da Dress For Success – Vestidas para Vencer, em Portugal, faz mais do que ajudar a encontrar a roupa certa para uma entrevista de emprego. "O meu objetivo não é mudar visuais mas vidas", e desde Janeiro já mudou a de 263 mulheres.
À junta de freguesia de São José (que acolheu o projeto) chegam mulheres desempregadas, à procura da imagem adequada a uma entrevista de trabalho já marcada. “Ajudamos a preparar o momento da entrevista de emprego - fornecendo o guarda-roupa e as ferramentas necessárias para moldar a autoconfiança - apostando no desenvolvimento profissional e promovendo a manutenção do posto de trabalho.”
Caso se consiga, na entrevista, o emprego a Dress for Sucess cede cinco ou seis conjuntos de roupa fáceis de conjugar, até a candidata receber o primeiro ordenado. Não é por acaso que esta ONG existe em 75 países e já ajudou 550 mil mulheres em todo o mundo!

Para quem precisar, quiser passar a palavra ou doar roupa (desde que esteja 100% impecável) é só ir até aqui ou acoli!

Gangnam style em versão tuga, muito bom!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Estas são as leituras cá de casa...

Há quem diga que estou já com uma barrigão, há quem diga que estou muito bem e que tenho conseguido manter-me na linha, enfim não faltam opiniões para todos os gostos! Mas a verdade verdadinha é que  barriga já pesa, o andar é já mais lento e as noites menos bem dormidas. Vai mais uma voltinha para a direita, vai mais uma voltinha para a esquerda, vai mais uma ida à casa de banho e é assim que a noite se passa. Mas há sempre umas boas leituras que se podem fazer. Estes são agora os livros que reinam cá em casa:


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

E é isto

Hoje acordei com o meu amor a cumprimentar-me com um "salama deco" e a dizer que ontem comeu hamburguers de camelo ao jantar!!!!

domingo, 25 de novembro de 2012

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher


Hoje assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, e sempre que a data se aproxima tento chamar a atenção ao tentar que uma ex vítima de violência doméstica venha dar a cara à televisão. Nunca é uma tarefa fácil, há sempre a vergonha, o medo de retaliações, os filhos na escola que podem ser olhados de outra forma, enfim... as razões são mais que muitas. Mas com a devida antecedência torna-se possível. Este ano conheci a Diana, com 37 anos, que passou poucas e boas nas mãos do ex-companheiro. Depois de estar numa casa abrigo da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) com os filhos conseguiu reconstruir vida. Hoje tem um novo companheiro e é feliz. E a mensagem que eu pretendia passar era precisamente essa, que é difícil, mas é possível sair de uma situação em que a força de um homem prevalece sobre a vontade de uma mulher. Existe, para quem tem coragem de dizer basta, uma luz ao fundo do túnel porque felizmente há instituições com resposta. 
As histórias apesar de diferentes, têm sempre traços comuns, além da violência física existe sempre uma brutal violência psicológica; proíbe-se e consegue-se aos poucos o afastamento de amigos e familiares para que a vitima se sinta cada vez mais isolada e vai-se destruindo a auto estima. Tirando os casos de homicídio os agressores, quase nunca são presos, apanham pena suspensa, pagam uma coima e continuam as suas vidas como se nada fosse. A sensação de impunidade sentida por estas mulheres é enorme, ainda para mais quando são elas as agredidas e as "obrigadas" a mudar de vida e a começar do zero, muitas vezes longe de casa.
Este ano, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, foram assassinadas 37 mulheres! Mais 11 que o ano passado! É arrepiante como podem ler aqui e dá que pensar. Tal como é assustadora a suspeita de que, devido à crise, muitas mulheres com  dificuldades económicas prefiram o silêncio. Por tudo isto, ajude a dar um murro da mesa.

Preveêm-se muitas horas de skype para Doha nas próximas semanas

Chovia copiosamente quando ontem fui levar o meu rapaz ao aeroporto. Nas próximas duas semanas ele vai estar a "gozar" de uma temperatura de 30 graus, a trabalhar neste local bem simpático, no Qatar! Enquanto isso, a grávida estará numa Lisboa chuvosa a enfeitar a casa toda para o Natal! Este tempo está mesmo a pedi-las! Temem-se exageros na decoração. Culpa das hormonas, claro!


Qatar Convention Center em Doha
Doha, capital do Qatar

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Portuguese shoes, of course!

Se há coisa que gosto é de, principalmente em tempos de crise, dar a conhecer pessoas que resistem, não baixam os braços, e levam Portugal além fronteiras pelas melhores razões. E como sou uma felizarda, o meu trabalho permite-me isso.
Numa altura em que se frisa que Portugal produz pouco, há indústrias em que esse pouco é do melhor que se faz no mundo. Que indústria é essa? A do calçado! A par dos italianos que gozam de um melhor marketing e de mais tempo no mercado, a nossa mão de obra e saber não ficam atrás. Há muito que a campanha portuguese shoes tem dado frutos. Segundo a APPICAPS "estima-se que 90% da produção de calçado português seja exportada, o que equivale a 1300 milhões de euros mensais. O calçado português chega a 132 países distintos, nos cinco continentes."
Por isso, comecei a semana a fazer um programa em que convidei quatro nomes que dão cartas no mercado. Foram estes mas poderiam ser outros, porque qualidade nesta área não falta. Convidei o José Correia da Helsar e o Carlos Santos para mostrar que há marcas que têm experiências há décadas e que cada vez mais estão internacionalizadas. Para quem não sabe, a Helsar calçou a irmã e a mãe de Kate Midletton no casamento real; e tanto Jessica Alba como Beyoncé usam sapatos desta marca portuguesa. Por outro lado, Carlos Santos já produziu para a Lanvin e continua a fazê-lo para grandes marcas inglesas e alemãs, sendo a grande aposta agora a marca própria.
Depois pensei que era bom mostrar dois casos recentes de sucesso, casos de quem se aventurou nestes tempos difíceis e foi ai que surgiu a Raquel e o Hugo da Rutz, que apostaram em calçado feito 100% em cortiça com alusão ao artesanato português; e as botas Buenos Aires, uma ideia de quatro amigos, na casa dos 30, que pegaram na ideia nas botas alentejanas, tornaram-nas mais confortáveis, e juntaram ao design as mantas de Monsaraz. 
São casos de excelência que mostram o melhor de Portugal, mas há muitos mais que contornam estes tempos de adversidades.
Helsar




Rutz



Carlos Santos




Buenos Aires


domingo, 18 de novembro de 2012

35!!!!!

Gosto de festejar aniversários! No fundo, todo e qual pretexto para reunir amigos é excelente. Este ano não foi exceção. Ontem há noite éramos 22 à mesa. Durante mais de quatro horas de jantar houve lugar para conversas sem horas contadas, para abraços, beijos, confidências, partilha, gargalhadas. Agrada-me sentir esta energia de estar entre quem mais se gosta. 
Muitos gabam-me a paciência de ano após ano marcar restaurante (o que é sempre uma dor de cabeça), enviar convites diferentes (o que dá uma trabalheira) e escolher um bolo original (por mais simples que seja) mas para mim dificilmente poderia ser de outra forma. Aquela coisa de vou ali jantar e depois quem quiser vai ter ao bar X é muita gira e económica mas não me serve.
Nos dias que correm, em que se fazem telefonemas a correr, escrevrem-se emails rápidos e temos a capacidade de morar ao pé de amigos que passamos meses sem ver, ter tempo de qualidade é um luxo. Por isso, para mim a magia do aniversário está na reunião à mesa, no tempo que se está predisposto a partilhar com o outro, e é sempre uma alegria ver uma mesa cheia. Ontem foi assim, uma noite alegre em que depois de sair do restaurante, já passadas as duas da manhã, ainda me aventurei a ir para o Cais do Sodré, com um grupo de resistentes. 
primeiro aniversário grávida foi assim... divertido e Feliz.