Faz hoje uma semana que o Francisco nasceu e a minha vida mudou. É um misto de emoções o que se sente: é a felicidade que se mistura com as lágrimas, que caem quando menos se espera, o riso com as dúvidas (que surgem a todo o momento), a alegria com o cansaço de noites consecutivas mal dormidas. O tempo ganha outra dimensão! A vida também! Tudo é novidade e tudo é descoberta! Parece que de repente vivemos numa bolha suspensa em que nada mais importa. Tudo gira em torno do choro, da fome, do frio, das cólicas, do banho, da roupa do bebé. Esquecemo-nos de nós porque no dia em que somos mães o coração começa a bater fora do peito.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Nasceu o Francisco
Nasceu o Francisco! Com 3100 kgs, lindo, e cheio de vida veio trazer uma enorme felicidade à vida dos pais. É um ciclo novo, com muito mais sentido, este que comecei a viver desde ontem. Ser mãe é ser realmente Especial! <3 <3 <3
domingo, 31 de março de 2013
Páscoa com amêndoas de chocolate com canela
Uma das razões pela qual desejava que o Francisco nascesse esta semana da Páscoa era precisamente para evitar passar uma tarde chuvosa de Domingo a empaturrar-me de amêndoas de chocolate com canela! Pois se há coisa que para mim é irresistível é mesmo um pacote destas queridas. Come-se uma e passados uns minutos já foram dez! O chocolate com o crocante da amêndoa e o sabor da canela constituem uma trilogia que agrada bastante ao meu paladar e como só as provo nesta altura do ano, quando acontece dão-se excessos... e não foi por acaso que o Francisco passou a tarde a mexer-se. :))
Amanhã é dia de ir ao médico (e à balança) e existe a grande probabilidade de ser a última vez... ainda bem!
Boa Páscoa! ;)
quarta-feira, 27 de março de 2013
Pedir sorrisos...
Depois de Sábado ter ido à última aula de natação, hoje foi dia de ter (provavelmente) a última sessão de acunputura. Enquanto me punha as ventosas e as agulhas, a drª Chen falava do trabalho, dizia-me que não se podia queixar de falta de clientes mas curiosamente faltava-lhe era gente para trabalhar.
- Preciso de pessoas qualificadas e nem imagina o quão difícil é conseguir. Diz-se que não há emprego mas eu vejo pelas pessoas que vêm até aqui que não estão dispostas a fazer sacrifícios! Respondem à entrevista e quando, por exemplo, pergunto se foram ao nosso site conhecer melhor o que é o centro, ninguém foi, ou seja, nem sequer existiu essa curiosidade. Depois ninguém está para ter hora de almoço rotativa, por mais que eu explique que há muitos pacientes que aproveitam a hora de almoço para fazer tratamentos por isso não podemos ir todos almoçar ao mesmo tempo... e por fim ninguém quer ficar até tarde. Explico que há clientes que só podem vir depois do trabalho e que temos que atender e ninguém está para isso! Não há flexibilidade nenhuma. Querem é saber quanto ganham e como aqui não se começa logo a ganhar fortunas dizem que não estão interessados. Diga-me lá se isto é ou não é de uma pessoa ficar incrédula com os tempos que atravessamos?!!!"
- Sem dúvida... é um tipo mentalidade que penso não resistirá muito mais tempo no atual estado das coisas.
Ao fim de uma hora e meia saio mais leve e vou no carro a pensar neste discurso quando paro num sinal vermelho na Praça de Espanha e me chama a atenção um cartaz, na mão de um rapaz de 20 e poucos anos que estava a pedir acompanhado por um amigo, que dizia "estou a pedir para as propinas mas também aceito sorrisos!"
O país está assim, cheio de contrastes.
A envolvência carinhosa nesta fase final
Com o Francisco a poder nascer a qualquer momento é reconfortante sentir o carinho à volta. As visitas cá a casa acontecem com frequência e o telefone toca várias vezes por dia com amigos a querer saber como estamos. Para uma mulher grávida, a poucos dias de ser mãe, acreditem que esta envolvência faz toda a diferença.
A ansiedade já começa a dar os seus sinais mas na verdade desde que vim para casa não tenho parado! Há sempre pormenores para ultimar, qualquer coisa que falta comprar, burocracias para tratar, caminhadas para fazer, conversas com lanches prolongados para pôr em dia, ir a consultas... e os dias passam, quase, sem dar por eles. Digo quase porque quando se acorda com as mãos e os pés inchados e a barriga é de tal forma grande que quando a meio da noite tenho que ir à casa de banho, e demoro o que parece uma eternidade para lá chegar, é difícil não dar pelo tempo!
Mas são pormenores, pormenores de um estado de graça do qual não me posso queixar porque esta gravidez não me privou de nada, e só por isso já é abençoada!
Mas são pormenores, pormenores de um estado de graça do qual não me posso queixar porque esta gravidez não me privou de nada, e só por isso já é abençoada!
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Dia do Pai
Apesar de já não o ter, fisicamente, por perto posso dizer que fui abençoada e amada pelo melhor Pai do Mundo, o meu! Que seria, sem dúvida, um excelente avô...
Último dia de trabalho...
Ontem foi o meu último dia de trabalho antes do nascimento do Francisco! Trabalhei até às 37 semanas e quatro dias sem quaisquer problemas. Sempre disse que gostaria de trabalhar até ao fim pelas mais variadas razões: porque gosto de me sentir ativa, porque me sinto mais realizada no trabalho do que a engordar em casa, porque a nível financeiro faria uma boa diferença e sobretudo porque me sentiria mais feliz. E assim foi.
Sem grandes alaridos ontem despedi-me com um até já.. E foi maravilhoso ter noção do carinho à volta; desde as cozinheiras que todos os dias chateava na cantina a perguntar que ingredientes tinha isto ou aquilo, se estava bem cozinhado, etc, etc, às senhoras da limpeza que todos os dias, com um sorriso, me perguntavam como me sentia, como aos colegas que me aturaram e que fizeram com que estes meses passassem num instante e sobretudo cheios de boa disposição.
Vim para casa de coração cheio! Aliás, de corações cheios, porque neste momento vivo com dois!
quarta-feira, 13 de março de 2013
Solução fácil
Ontem na Casa do Gil depois de contar a habitual história antes da pequenada adormecer:
- meninos já falta pouco para ter o bébé por isso nos próximos tempos não venho cá... mas quero que saibam que gosto, na mesma, muito de vocês.
De repente oiço:
- mas não vens porquê? Trazes o bebé dentro de uma alcofinha e ele ouve a história também!
E pronto, as crianças tem soluções assim... fáceis!
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