sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quando a crise de ideias chega aos mupis!

Nas eleições autárquicas a crise desempenhou dois papeis completamente opostos. Por causa dela não houve o "barulho" habitual (o que foi bom) e os mupis nunca foram tão maus! Quanto ao segundos, a crise de ideias ultrapassou claramente a financeira. A aberração que foi a escolha de fotografias, mensagens e slogans ganhou dimensão nacional e de norte a sul do país foi possível ver exemplos desastrosos de quem parecia querer tudo menos credibilidade. É ver para crer aqui!
Eu todos os dias a caminho do trabalho vejo este exemplo e penso "A cidade foi sequestrada?!!! Não dei por isso! Mas pronto não há problema nenhum porque esta querida vai salvar-nos a todos!" Será que uma candidata jovem e urbana e candidata à capital do país não conseguia um slogan melhor?!
É preciso coragem para tanta parvoíce e presunção... mas tal como a água benta cada um toma a que quer.

domingo, 22 de setembro de 2013

Fds em modo despedida de Verão

Nada melhor do que despedirmo-nos do Verão à beira de água. Sábado o almoço foi de amigas, éramos cinco e escolhemos o Cais da Pedra, o "novo" restaurante do Sá Pessoa, mesmo ali ao lado do Lux, com o Tejo como cenário. Abriu em Abril mas ainda não conhecia e posso dizer que o serviço é ótimo. Os empregados simpáticos e disponíveis, a vista aprazível e a comida satisfaz bastante. Cinco mulheres à mesa, ainda para mais quando não se viam hà algum tempo equivale a muitas horas de conversa. Sei que chegamos ao restaurante às 13h30 e quando olhamos para o relógio eram 17h30!!! Sim, quatro horas que pareceram minutos, a falar de episódios caricatos que passamos, das noitadas que já não fazemos com tanta frequência, dos filhos, de viagens, de companheiros, de planos futuros, enfim... de tudo.
Todas nos conhecemos há muitoooos anos mas a lufa lufa dos dias faz com quem passem semanas  e meses e, apesar de falarmos com frequência, não conseguimos sentarmo-nos todas á mesma mesa com regularidade. Sai de lá não só de barriga mas sobretudo de alma cheia!



Hoje, eu e o Manel achamos que o Francisco merecia despedir-se do Verão com os pézinhos na areia e assim foi. Depois de um almoço em família à beira mar, lá fomos dar o ar da nossa graça até à praia. Para o meu rebento de cinco meses e meio, praia a sério só mesmo para o ano porque sou daquelas mães que o que a pediatra diz é lei. Por isso, esta fofura só saboreou ao de leve o verão e não se importa muito que amanhã comece o Outono. 


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A ti Clementina

O fim de semana passado foi de vindimas. As uvas já estavam no ponto para serem cortadas e a minha mãe, uma mulher que cresceu no campo, já não se aguentava em Lisboa. Para ela se o campo dá frutos é para se colherem em altura própria.
Lá fomos, eu, ela e o Francisco porque o pai não teve direito a folgas. Não fui apanhar uvas para ficar com o meu pequeno mais que tudo e aproveitei para darmos passeios e fazer visitas. Uma delas a casa de uma amiga da minha mãe. Quando cheguei deparo-me com a Ti Clementina, que aos 95 anos me reconhece de imediato e sorri feliz por conhecer o Francisco.
Na rua ao fim da tarde sentada ao meu lado e com Francisco à nossa frente, diz-me:
- Tu se calhar não te lembras mas uma vez disseste-me que eu ia viver muitos anos e que ia conhecer os teus filhos. Agora aqui estou eu com 95 anos, tu com 35 com e o teu bebé com meses! Que maravilha!
- Ainda bem que eu tinha razão...
- Sabes, nunca pensei viver tanto! Mas se Deus quis, ele é que sabe. Estarei cá até ele querer, diz serena.
- Pois claro e está muito bem conservada!
- Lembro-me de ti pequenina, sempre em cima do muro que separava a casa da tua avó da minha para brincares com o Pedro (neto dela, hoje arquiteto e pai de um rapaz também)... como o tempo passa!
Com o cabeço de Monsanto á nossa frente ficamos ali, algum tempo em silêncio, a lembrar-nos de outros tempos e a contemplar a paisagem.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ler sempre até ao fim, sff

Telefonema para um grande amigo.
- Recebi uma carta do Ministério da Administração Interna a dizer que tenho que entregar a carta de condução durante um mês... irreal.
- O que é que fizeste?
- Fui apanhado pelo radar na A23, no ano passado, em excesso de velocidade. Não foi uma coisa por ai além mas foi o suficiente para o radar disparar.
- Hummmm...
- É que não me dá jeito nenhum por causa do Francisco, do trabalho, da minha mãe... Achas que vale a pena impugnar?
- Não sei. Manda-me isso que logo vejo.

Telefonema dele no dia a seguir.
- Tu leste a carta do MAI até ao fim?
- Até ao fim como? Li o essencial, que tinha que entregar a carta durante 30 dias, blá, blá, blá...
- Pois, se tivesses continuado a ler saberias que por não teres antecedentes do género esta "coima" deixa de ter efeito caso nos próximos 90 dias não cometas uma proeza idêntica. Ou seja, não tens que entregar carta nenhuma!
- Estás a gozar?!!! Não era mais fácil o MAI escrever isso em três linhas. São precisas duas páginas A4 escritas de alto a baixo? Claro que não li as duas páginas inteiras. Tens que compreender que são coisas chatas de ler.
- Mulheres...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Avenida Brasil

Quando disse ao mundo que estava grávida estava a começar a Avenida Brasil. À medida que a barriga aumentava a novela desenrolava-se. Quando fui para o hospital ter o Francisco, ele só decidiu vir ao mundo depois da mãe ter assistido a mais um episódio, da trama entre a Carminha e a Nina, sob o bendito efeito da epidural. 
O Francisco nasceu, passou da mama para o biberon, passou do berço para a cama de grades, passou de quieto a mexido, hoje já come sopas e fruta e o iôiôiô iôiôiô do genérico da Avenida Brasil todos os dias marcou presença nesta casa!
Posso dizer que esta novela participou ativamente no momento mais importante da minha vida! Novela cheia de protagonismo esta! Vou ter saudades. :))))

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Quando nada disto me surpreende mas alegra muito

Quando isto não me surpreende nada porque é um português com um talento genial.
Quando este título é merecido porque realmente temos um país que vale por mil!
Quando podemos desfrutar de sítios assim, sem apanhar um avião, sobretudo porque o Verão ainda não acabou.

domingo, 1 de setembro de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O meu rebento

O Francisco cresce a olhos vistos. Cresce e evolui. Os seus olhos grandes têm uma enorme curiosidade pelo mundo, observa tudo à volta e ri-se. Ri-se muito e apenas porque sim e sem segredos desarma qualquer um que se aproxime dele. Nas férias, a bisavó não podia andar mais deliciada  de o ter por perto, os primos sempre à volta dele protegiam-no quando íamos para a piscina, os amigos gabavam o facto dele ser zen e não fazer birras... ups, não fazer birras?! Bem, na verdade não me posso queixar por ali além, ou seja uma das características mais evidenciadas dele não é ser birrento, mas que faz birras faz, e quando decide fazê-las são das boas!!! É de personalidade firme, tem muitos quereres, e se por exemplo, não lhe apetece estar deitado estrebucha até mais não... até que alguém o vá buscar e mude de sitio, basta pô-lo na cadeira, no chão a brincar ou ao colo para vê-lo sorrir. E pronto a birra acabou! São grandes mas passam rápido. 
Quanto ao dormir, o capítulo "doloroso", há já dois meses que este meu rebento dorme seis a sete horas seguidas. Tudo muito lindo e muito bonito, não fosse o facto de adormecer às 21h e acordar a meio da noite, por volta das 3h ou 4h da manhã a querer biberon. Se eu adormecesse à mesma hora que ele era tudo maravilhoso mas como não me deito antes da meia noite, quando ele chorava estava eu a dormir há apenas três horas. Até que a pediatra me disse para lhe dar um biberon mais tarde para ver  se ele dormia tudo seguido. Ao inicio custava-me acordá-lo mas  percebi que bebe o leite mesmo de olhos fechados, et voilá... agora dorme da 24h às 7h da manhã seguidinho! O que é que não mudou? O facto de acordar a meio da noite. Sem perceber como, acordo muitas vezes e não me aguento na cama sem ir ver se está tudo bem, e ver se ele respira. Sim, vou ver frequentemente se ele respira! Parece que é coisa de mães... normais.
Lembro-me muitas vezes de uma das minhas companheiras do curso pré parto dizer numa sessão "ter filhos deve ser como ter o coração a bater só que fora do peito". É isso mesmo mas é uma batida muito mais Feliz.