sexta-feira, 17 de junho de 2011

É que não desaponta!

Parece que o mês de Junho tem sido uma roda viva de eventos para os recém casados William e Kate, e claro que os fotógrafos não perdoam e não há flash que escape. Mas na verdade, Kate não desaponta. Um estilo sempre sóbrio, que não dá muita margem de manobra às línguas mais afiadas.

Gala de 10º aniversário da Absolute Return for Kids

vestido da nova colecção da estilista britânica Jenny Packham


Corrida de cavalos em Epsom


à chegada a um casamento, em Berkshire, com a irmã Pippa

Celebrações do dia anual da Jarreteira

85º aniversário da rainha Isabel II

Não há crise no Meco!

Hoje ao telefone pela enésima tentativa.
- Tem casa no Meco para a semana do Super Bock? 
- (risos) Não! 
- E para o resto do mês de Julho? Também não!!!!! Aliás, já desde Fevereiro que está tudo alugado. Este ano foi uma loucura, nem sei o que se passa!
- E estamos em crise, desabafo.
- Dizem que sim, menina!

Se alguém tiver um conhecimento daqueles e desenrascar uma casa no Meco para estes dias, é ver uma felina agradecida, sim?!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pedalar 5000 kms, com passagem por 11 países, em dois meses

Cinco mil quilómetros, com passagem por 11 países, durante dois meses é o que João Esgalhado e Jorge Silva vão fazer no que denominaram de Raid Europa 5000. Ambos residem na Covilhã, ambos são amigos desde o liceu, e ambos pedalam há mais de 15 anos juntos. Resolveram sair da sua zona de conforto e ir mais longe, e como não estiveram para meias medidas, escolheram ir até à Rússia.
Para lá vão de avião e para cá de bicicleta. Não numa bicicleta qualquer, mas numa que criaram para o efeito. A partida de São Petersburgo está prevista para o próximo dia 21 de Junho e o regresso à Covilhã para 21 de Agosto, o percurso será feito sem qualquer carro de apoio e com total autonomia.
Mas não vão só pelo prazer de pedalar, mas também de ajudar, pois pretendem angariar fundos para a APELA (Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica) e para a Cerci Oeiras, devido a vivências familiares com estas instituições.
Como esta aventura não é para todos, este dois vão contar as peripécias numa página criada para o efeito www.byebike.wordpress.com. 
Acredito que valha a pena ir passando por lá.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A lufa lufa de um fim de semana prolongado

Tal como eu previa, tanta coisa, tanta coisa, e o meu rapaz não conseguiu disponibilidade para ir a Constância, e por conseguinte eu também não. O casamento camoniano teve honras de diretos televisivos mas enquanto isso estava na simpática sardinhada, em casa da  Maria, no Belas Clube de Campo, com direito a mergulho de piscina e tudo, apesar do calor não ser muito.
Eu que não gosto nada de estar com amigas, em amena cavaqueira, a tarde toda, sem precisar de estar a olhar para o relógio, gostei pouco, gostei. Muito bom.



Depois de uma 6ª feira tranquila, vai de ir Sábado de manhã para Monsanto (da Beira) para juntamente com amigas de infância dedicarmos dois dias a dobrar rifas, etiquetar prendas e fazer peditórios pela aldeia. Porquê? Porque nos incumbiram da tarefa de sermos festeiras na festa de São Pedro de Vir-a-Corça, que se vai realizar no início de Julho. E nós aceitamos. Crescemos com as famílias, durante anos, a fazer esta festa. Fizemo-la várias vezes na adolescência; houve uns anos que, devido à falta de voluntários a querer ter trabalho, a festa abrandou. Agora mais de uma década depois e já com todas na casa dos 30 lá estamos nós, outra vez. Tudo para que a tradição ainda seja o que era. 
Portanto, Domingo depois de ter distribuído beijos por mais de 342 pessoas, dado mais de 237 apertos de mão e ter juntado mais de 700 euros numa manhã, em donativos para a festa, lá venho toda contente A23 a baixo para vir festejar a noite de Santo António, a Lisboa.
Capela de São Pedro de Vir-a-Corça
Ao contrário dos anos anteriores, passados entre Alfama, Mouraria, Graça e Castelo, este ano fui para a Bica, que estava ao rubro. A música estava boa, a companhia ótima, mas as minhas pernas não. Três da manhã e o cansaço dava de si. Rumei para casa a pensar que ainda aguento fazer tudo, não aguento é tanto tempo!


Hoje foi dia de satisfazer um desejo à mãe e lá fomos as duas, ao final da tarde, à igreja de Stº António, ao lado da Sé. Contou-me várias curiosidades que desconhecia, como o facto de por baixo da igreja estar a casa onde o santo casamenteiro viveu e que pode ser visitada. Cheia de curiosidade desci, para conhecer uma divisão pequena, onde não faltavam devotos a pedir a benção e milagres.
Saio e  avisto o meu rapaz à nossa espera. E lá fomos a andar até ao miradouro de Santa Luzia e às Portas do Sol para nos deslumbrarmos com uma vista que, por mais familiar que seja, nunca cansa... e claro, depois fomos encher o bandulho de sardinhas, ao som de uma banda tão pimba quanto animada! Melhor seria impossível!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lisbon Lovers

Nascida no final de 2010, a LisbonLovers é a marca oficial dos amantes de Lisboa, que obviamente se associou aos Casamentos de Santo António.
Fruto de um amor incondicional pela cidade das sete colinas, Luis Beato e João Coelho criaram a marca que “celebra o carácter singular de uma cidade apaixonante”, dizem. “Somos apaixonados pela nossa cidade e queremos partilhá-lo com os amigos, com os vizinhos, com o mundo, pois esta é uma cidade de múltiplos encantos”! E fizeram muito bem, porque criaram souvenirs giros mas giros que marcam a diferença.
Hoje vieram a estúdio e presentearam-me com um santo António em prata com um fio de silicone que vem mesmo a calhar. Digam lá se não é bem giro?!!


http://lisbonlovers.com/shop

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sara, a menina que gostava de chuva

De manhã recebi o convite para ir ao lançamento no próximo dia 22. Este é primeiro livro de Tânia Ribas de Oliveira, uma obra infantil que promete... E as ilustrações que amorosas que são! Um verdadeiro mimo!
Estará à venda em breve, numa livraria perto de si.
                         

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma manhã cheia de surpresas

A carta já me tinha chegado há duas semanas, e não havia dia que não me lembrasse da sua existência, até ter coragem de dizer hoje é o dia! O dia de ter coragem para passar uma boas horas na segurança social, à espera de ser atendida.
Lá fui em direção à praça de Londres e mal estaciono, tento ir pagar o parquímetro e a moeda não entra. “Porreiro, máquina estragada”.  Do outro lado do passeio vejo um rapaz com ar chateado a olhar para o carro com uma multa no vidro. Vira-se e o ar é-me familiar.
-      Fred?!
-       Olá, diz de imediato a rir-se, como estás?
-       Bem, e tu? Há quanto tempo...
-       É verdade, estive em Londres e cheguei à pouco tempo, novamente, a Lisboa.
-       Boa!
-       Agora moro aqui e como ainda não tenho cartão de morador, é a toda a hora multas de estacionamento.
-       Imagino...
-       Mas olha, passa das 10h, agora só por volta das 14h é que passam outra vez, podes ir à tua vida à vontade.
-       A sério?! Mas mesmo assim prefiro pagar, mas a máquina não dá.
-       Então deixa um papel a dizer isso e não te preocupes.
Assim fiz. Despedimo-nos e vi o Fred ir, meio ensonado, para o prédio. Trabalhou muito tempo no Sushi Lounge, em Santos, e sempre foi uma simpatia.
 Carro estacionado e lá vou eu para a seg. social á espera do pior. Tiro a senha e constato que tenho 31 pessoas à minha frente. Juro que ia a pensar numas 100, no minímo! Faço contas à vida e decido que me dá tempo para ir comer qualquer coisa, e dar uma vista de olhos na Zara que é mesmo ali ao lado. Estou na loja quando começo a ouvir gritos de várias pessoas. Corro para a rua e não percebo logo o que se passa.  Até que chego ao outro lado do passeio e vejo um tipo deitado no chão cheio de gente já à volta.
-       Dá a carteira á senhora, já! Dá a carteira à senhora. Gritava um homem.
-       Os seguranças da Zara chegam entretanto e parece que sabiam quem era o rapaz. Um freak com ar de agarrado que no chão dizia:
-       Já dei, já dei!
A rua estava já cheia de curiosos. Algumas senhoras acalmavam a senhora que tinha acabado de sofrer uma tentativa de assalto. E o tipo, que tinha levado apenas uns calduços ao de leve, levanta-se do chão, literalmente na boa, e começa a ir embora, sem que ninguém se importe muito com isso. E não me contenho e às tantas comento em voz alta.
-       Uma pessoa acaba de ser assaltada e deixam ir o homem assim, como se não tivesse sido nada?!! Já que foi apanhado e conseguiram detê-lo, ninguém se lembra de  chamar a polícia?!
    Ninguém me disse nada, porque, provavelmente, acharam que o que estava a dizer pouco ou nada teria resolvido. E o ladrãozeco lá ia Guerra Junqueiro a cima a dizer para os seguranças e provavelmente para os que o deitaram no chão:
-       Hei-de voltar com mais tempo, vão ver!
Com certeza! Tempo não lhe devia mesmo faltar. E o medo também não devia ter grande, a ver pelas poucas consequências que a sua ação teve.
No meio daquilo lembro-me do número da minha senha e lá vou eu, meio receosa. Entro e constato que faltam apenas dez números. Entre os que desistiram e os que não demoraram quase tempo nenhum, o tempo passou bem rápido. E tudo aquilo me intrigava. Como é que um serviço da seg. social é tão rápido quando para a minha senha só está uma pessoa a atender.
Chega a minha vez, e diz-me a rapariga.
-       Bom dia? Já preencheu o requerimento?
-       Bom dia! Sim!
-       Mas tenho algumas dúvidas...
-       Diga?
-       Quanto é que vai ficar a prestação?
-       Não sei, aqui não lhe posso fazer as contas.
-       Mas como deve entender é importante perceber quanto vou pagar.
-       Pois, depois vê quando a carta chegar.
-      Haaa! Quando a carta chegar?!...
      Sim! Vem lá tudo explicado.
-       E já agora, para regularizar a minha situação atual, já que a carta remete há uns meses atrás, como faço?
-       Não é aqui, nem comigo. É noutro departamento. Veja no Areeiro ou no Saldanha.
-       Bem! Isto de tirar dúvidas não está fácil...
-       Pois, aqui a minha única função é receber requerimentos para pagar, mais nada. Além disto, não sei muito mais, a sério.
-       Já percebi! E está explicado porque é que o atendimento é rápido, é que isso estava-me realmente a intrigar.
      A rapariga ri-se, dá-me o comprovativo e sente o seu dever cumprido.
Sai de lá a pensar no sucedido e quando cheguei ao carro, não havia multa. O Fred tinha razão. 
Em duas horas revejo uma cara que não via há anos, assisto a um assaltante que se pira sem problemas e a um departamento da seg. social que consegue ser rápido, mas que não tira dúvidas. Surpreendente.

domingo, 5 de junho de 2011

Sensação estranha esta...

Sensação estranha esta...
- Sócrates faz um discurso construtivo e algo emotivo e sai, sem palavras amargas ou mesquinhices, mas com uma dignidade que poucos teriam. O cenário de saída é-me estranho!
- Pela primeira vez em Portugal, há uma maioria absoluta de direita com um Presidente da República de direita. A democracia é feita de alternância e aqui está ela!
- Os portugueses foram às urnas com um número de abstenção que ronda os de 41%. E preocupa-me que, numa altura tão crucial para o país seja pedida a intervenção dos cidadãos, e um número tão alto se abstenha.
- Os tempos exigem não só que demos o nosso melhor, mas também que superemos expectativas, porque mesmo com esta vontade de mudança, a verdade é que estes senhores continuarão a governar segundo a bitola do FMI, que estará cá de três em três meses para ver se estamos a fazer bem o trabalhinho de casa. Resta-me tentar acreditar em Passos Coelhos que diz, a esta altura no ecrã, que " vai ser difícil, mas vai valer a pena". Espero mesmo que tenha razão!
- Faz hoje precisamente quatro anos que o meu pai partiu. Hoje, se cá estivesse estaríamos, lado a lado, a ver a noite eleitoral e sei que ele estaria algo desapontado com a vitória da direita, mas com o seu habitual bom humor diria algo que me faria rir.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Acho uma piada do caraças às greves dos senhores da CP, da CP ou de que empresa for, nos dias que correm. Esta gente protesta o quê, numa altura que existe um governo demissionário e estamos em vésperas de eleições?!! Estão à espera que lhe digam o quê - sim senhor, vamos fazer o que vocês querem - numa altura em que ninguém pode decidir nada! Onde é que está a consciência, o civismo, a moralidade? Se há pessoa que considera que se deve protestar quando algo está mal, sou eu. Mas tudo tem o seu timing, e este é um timing para tudo, menos para greves. Acho mesmo vergonhoso. Este é um momento em que precisamos de ser construtivos, responsáveis e cheios de vontade de melhorar.
Por estes dias só me tem vindo à cabeça a frase de John F. Kennedy "não perguntes o que teu país pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer pelo teu país".
Eis a questão...

terça-feira, 31 de maio de 2011

O imbróglio camoniano

Estou aqui com um imbróglio para resolver, que é obra! Um amigo do Manel, que eu não  tenho ainda o prazer de conhecer, vai casar no próximo 10 de Junho, e  como é dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, parece que os noivos não querem fazer a coisa por menos e querem um casamento com trajes camonianos! Portanto tem que ir tudo vestidinho tal e qual como na época do poeta. Pensei de imediato onde se iriam arranjar todos vestidos de época, mas o noivo pensou em tudo, e falou com uma companhia de teatro da zona que os vais alugar por uma quantia simbólica. 
E adivinhem onde vai ser o casamento? Em Constância, pois está claro, também conhecida por vila poema por ser uma terra que acolheu inúmeros poetas, entre os quais Luís de Camões. Qual é o busilis da questão? É que antes da data do casamento torna-se difícil a ida Constância, aliás nem o Manel faz questão de lá ir. Então pergunto:
- como é que estás a pensar fazer isto? Não se experimenta a vestimenta antes?
- amor, achas que é preciso? Eles diz que há lá tantos vestidos que algum te há-de ficar bem de certeza.
- desculpa?
- sim, não te preocupes!
- Manel, ninguém vai a um casamento sem ter escolhido o que vai vestir antes.
- sim, sim, mas aqui é diferente.
- Pois é mesmo! A responsabilidade é diferente, porque parece que não está nas minhas mãos escolher, e acredita que me está a apetecer tudo, menos passar por uma figura ridícula!
- pronto, eu ligo-lhe e dizemos-lhe as tuas medidas para ficares mais descansada.
- não estás a perceber! Mesmo que haja um vestido com as minhas medidas, se for feio que dói, achas que o visto?!
- relaxa, vai tudo correr bem!

E pronto. O sentido prático dele é tão simples quanto irritante. Garanto que por baixo desta ponte ainda vai correr mesmo muito água! Além do mais, ainda não lhe deram a certeza de  ter folga no dia. Em breve contarei as cenas dos próximos capítulos.