segunda-feira, 25 de julho de 2011

O livro do João

Tentei e consegui. Tive que acelerar o ritmo, escrever mais depressa do que o habitual, ter conversas ao telefone mais rápidas (o que de si já não é fácil), despachar uma série de e-mails que tinham mesmo que ser enviados, e pôr-me ao caminho.
O destino era o 7º piso do El Corte Inglês, onde o meu querido João Baião estava a lançar o seu primeiro livro "Pelo Coração de Portugal". A hora marcada era às 18h30, olhei para o relógio, e já passava das19h. Pensei que à boa maneira portuguesa, tudo atrasa, que há discursos, que há um lado social de beijos e abraços que demora. E assim foi. Cheguei às 19h30, não assisti já a discurso nenhum, mas a fila para os autógrafos estava longa o que deu para me sentar tranquilamente à conversa, já sem pressas.
Quando me viu, riu-se e disse "Olha, uma felina!" Passado um tempo lá fui, dei-lhe um abraço e um beijjo. Ele pegou no livro e escreveu uma dedicatória bem querida, e no fim assinou de João Baião, "um selvagem na cidade".
Sai a sentir-me bem, por perceber que um pequeno esforço originou um grande sorriso.

Noruega...

Continua a ser difícil escolher as palavras para exprimir o que sinto quando vejo as noticias vindas da Noruega. A vulnerabilidade de inocentes nas mãos de uma mente perturbada e monstruosa que mata, indescriminadamente, sem culpa. Uma pessoa fica a pensar no desespero que deve ter sido aquela hora e meia. No desespero da fuga. No que devem estar a sentir familiares e amigos...
Sempre me repugnou a falta de respeito pela diferença de raça, ideologia, credo, cultura, nacionalidade ou orientação sexual. Sempre me custou compreender o que passa pela cabeça de uma mente que se julga superior a outra, porque é de uma cor diferente, acredita noutro Deus, tem outra ideologia política ou é de um outro país, por exemplo. 
Sempre me custou a vulnerabilidade da vida, o pensar que de um momento para o outro, uma vida desaparece, sem pré-aviso. Uma vida que faz falta. E pensamos sempre que acontece aos outros. Como se fossemos diferentes, sem saber porquê. A verdade é um cliché - pode acontecer a qualquer um, em qualquer lugar - e provavelmente no menos previsível. 
Sem precisar de ver noticias destas, dou por mim várias vezes a pensar "e se acontecesse algo á minha mãe, e se o Manel de repente desaparecesse, e se atendo o telefone e tenho a noticia que a minha avó partiu". Estes pensamentos assolam-me demasiadas vezes. Depois vão-se embora, obrigados, claro (porque isto de fazer terapia também ajuda, e muito)! Porque afinal o cérebro tem muito espaço e deve ser ocupado com outro tipo de coisas, bem mais produtivas e benéficas.
Mas hoje, logo pela manhã, no cabeleireiro dizia-me a minha querida Ana, que trata de mim há já alguns anos.
- Razão tem o meu sogro que diz, que sorte, sorte é ir escapando.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse ou a crónica de uma morte anunciada

Viveu sempre no limite. Uma vida de excessos que nunca escondeu, sempre de braço dado com drogas e álcool. Eram eles que tomavam conta da sua vida. E da voz extraordinária que tinha. Sempre achei que não teria uma vida longa, mas fico triste por ter sido tão curta. Morreu hoje, em Londres, com 27 anos. 
Mais um grande talento que partiu cedo demais.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Olha que bonito!

"Professor badalhoco aperta o pescoço a funcionária zelosa" é uma chamada de capa, do JN de hoje.

Um ótimo exemplo de bom português estampado na capa de um jornal! Muito bonito. Sinceramente. Consegui ficar arrepiada.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Entro afogueada na aula de pilates. A turma já estava no aquecimento, e pergunto ao professor:
- Posso?
- (Ele olha com ar surpreendido e ri-se) Bem vinda, novamente.
- Obrigada, férias são férias.
- Então isto hoje vai doer. ( a turma ri-se porque na verdade doí sempre)

No final, a sensação foi ótima, para não variar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Depois de ontem ter estado a trabalhar até á meia noite e meia (porque tinha que acabar perfis de quase 20 convidados para um pgm de tv) depois de não ter jantado e ter enfiado pela goela a baixo três bolinhos de alfarroba, que me trouxeram de oferta do Algarve; hoje sai a tempo de ir ao ginásio (ao qual não ia há mais de duas semanas) e estou preparadissima para ir deliciar-me com sushi, até mais não, no 10º Aniversário do Estado Liquido, onde vou dar um abraço ao João (que bem merece pelo espaço) e ouvir o meu primo a pôr um sonzaço daqueles...

Há dias que sabem bem!

domingo, 17 de julho de 2011

E assim se passaram as férias num instantinho! Num verdadeiro abrir e fechar de olhos, aliás!
Diz-me o Manel.
- já reparaste que, curiosamente, as férias começaram em Monsanto, passaram por Menorca e acabaram no Meco. Tudo com M.
- condiz, M de Maravilhosas! (risos)
Mas amanhã já começa a labuta, com telefonemas, convidados, escrita, prazos, reuniões... mas pronto, quando se gosta do que se faz, a coisa descomplica-se um bocadinho.

A coragem de acampar... assim!

Como sabem sou uma rapariga da cidade mas que gosta muito do campo. Gosto porque se está mais perto do essencial, porque se respira outro ar, e porque o tempo passa de outra forma. A verdade é essa. Adoro andar no campo e também tratar dele. Mas curiosamente nunca fui dada a acampamentos, apenas "acampei" duas vezes.  A primeira vez foi, há muitos anos, em Porto Côvo, num parque de campismo em frente à Ilha do Pessegueiro, onde fiquei acomodada numa pequena casinha que tinha quarto e uma pequena sala com lareira. Portanto, apesar de estar num parque de campismo acho que esta opção não conta.
A segunda vez foi no ano passado, na altura do SBSR, em que fiquei no parque das Bicas num bungalow também com dois quartos, sala e casa de banho, onde estava com amigos. Aqui já a coisa tinha um ar mais de acampamento, mas tudo era digno e asseado. É que não tenho nada de dondoca, nem propriamente medo de lagartixas, gafanhotos, insectos e afins; aliás até considero que tenho algum espirito de aventura, mas custa-me à séria imaginar a falta de privacidade quando está tudo ao molho. O desconforto que deve ser acordar mal o sol nasce, e ter que conseguir um bom spot para não dormir  inclinada. Dormir mal, no meio de 500 pessoas, não obrigado!!! Tomar banho e sair para o meio do pó, dispenso. Estar na tenda e levar com bêbados a cair em cima e a dizer asneiradas, também não é para mim. Por isso, fico sempre impressionada quando passo pelos parques de campismo dos festivais. Sempre. Claro que este último fim-de-semana, no Meco, não foi excepção. Estava cidrada a olhar para as centenas de tendas todas encavalitadas (porque o terreno ali não é direito) e a porcaria que para lá ia, literalmente. Pensei "quem é que se sujeita a isto? Quem é que consegue?" Muita gente.
Até porque quem corre por gosto não cansa, e na verdade a malta vai porque quer e gosta. Mas não resisti e aqui está um pouco do que vi. É preciso coragem. Muita para isto.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A festa de S. Pedro de Vir-a-Corça

No outro dia, ao telefone, dizia-me a Mariana, "ó Fáfi, foste festeira prometeste pôr as fotografias da festa em Monsanto, e ainda não vi nada!". Disse-lhe "tens razão, estou em falta". 
Assim como o prometido é devido e mais vale tarde que nunca, aqui estão elas!

O local da festa e da capela de S. Pedro de Vir-a-Corça, naturalmente especial!
À volta do comes e bebes! E o que não faltava era gente com apetite e com vontade de beber jolas e jolas...
O primo, que ora estava a assar frangos ou a rodar o porco no espeto. Com o calor que estava não lhe gabo a sorte! Mas também ninguém o manda ter jeito para estas coisas... :)
Claro que aqui não era de se esperar outra coisa! Na aldeia cozinha-se bem, e à moda antiga, nas panelas típicas da região.
As jolas, e a barraquinha que vendia jolas, e o calor que estava, e era só pedir mais uma, mais uma...
E a quermesse, era um ver se te avias!!! "Menina, dê-me mais dois euros de rifas, sff". Era isto a noite toda. "Deu-me sorte, vou jogar mais um euro". E pronto, no final ficava tudo feliz.



Quando se tem o título da Aldeia mais Portuguesa de Portugal, há que ter orgulho em mostrar. Aqui está o galo de prata, utilizado por uma das meninas do rancho de Monsanto, que alegrou o final da festa na tarde de Domingo.

Abarcas de mi corazon!

Chamam-se abarcas, são típicas de Menorca, são feitas à mão, e são super confortáveis! Claro que me apetecia trazer umas de cada cor, de tão giras que são, mas tive que escolher, e escolhi estas cor de rosa! Lindas, não são?! E dão um outro colorido ao bronzeado e só por isso já vale a pena levá-las para todo o lado! :)