Marco Di Camillis cresceu num bairro
social, o Via Donna Olimpia em Roma. Em criança praticava boxe tal
como os irmãos e, não pensava sequer ser bailarino. No bairro onde vivia,
as crianças brincavam na rua e já naquele tempo havia muitos jovens que não faziam
nada e passavam a dia todo no café. O Marco sabia que não queria ser assim.
Um dia por acaso e porque um dos irmão namorava uma bailarina, foi a uma aula de dança, gostou e a professora disse-lhe que tinha jeito. Estávamos no fim dos anos 70 e princípios de 80, a época do Fame. Começavam também a aparecer as primeiras discotecas e Marco pensou, porque não, dançado melhor, sempre fazia uma grande figura junto das raparigas. Mas, não foi bem assim, a professora inscreve-o para uma audição que correu bem e foi admitido na Academia Nacional de Dança Clássica em Itália. Começou aqui o seu percurso como bailarino. Um percurso cheio de sucesso que passou por Los Angeles.
Um dia por acaso e porque um dos irmão namorava uma bailarina, foi a uma aula de dança, gostou e a professora disse-lhe que tinha jeito. Estávamos no fim dos anos 70 e princípios de 80, a época do Fame. Começavam também a aparecer as primeiras discotecas e Marco pensou, porque não, dançado melhor, sempre fazia uma grande figura junto das raparigas. Mas, não foi bem assim, a professora inscreve-o para uma audição que correu bem e foi admitido na Academia Nacional de Dança Clássica em Itália. Começou aqui o seu percurso como bailarino. Um percurso cheio de sucesso que passou por Los Angeles.
Hoje é um coreógrafo que dispensa
apresentações. Mas porque não se esqueceu de como tudo começou, foi à procura
de talento onde escasseiam as oportunidades, nos bairros sociais! Uma
ideia que deixou amadurecer durante três anos para dar inicio à procura de
apoios e patrocínios.
“Da Rua Para o Palco” teve inicio em
fevereiro deste ano. Marco já deu workshops de dança a quase 300 jovens em 10
localidades com bairros sociais na Grande Lisboa. Percebeu quem tinha talento e
a quem faltava apenas uma oportunidade de o demonstrar. Estão praticamente
escolhidos os bailarinos que dia 19 de Julho vão subir ao palco do Teatro Maria
Matos para mostrar do que são capazes. Eu conheci alguns deles, quer dizer
delas, que são a maior parte. E foi bonito ver e ouvir a gratidão de todos.
Faltam mais projetos assim.
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